Categoria: Saúde

Jota Jota Nascimento7 de outubro de 2019
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5min00

 Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa hoje (7) em todos os postos de saúde do país. Dois grupos de pessoas estão no alvo da nova campanha. O primeiro grupo é formado por crianças de seis meses até menores de 5 anos, cuja a vacinação vai desta segunda-feira até 25 de outubro, com o Dia D no dia 19.

O segundo grupo, com faixa etária de 20 a 29 anos e que não estão com a caderneta de imunização em dia, a vacinação está prevista para iniciar no dia 18 de novembro. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 2,6 milhões de crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões adultos. Para isso, a pasta garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

“Vacina é um direito da criança. Ela não consegue ir sozinha a uma unidade de saúde para se vacinar. Pais, responsáveis, avós chequem a carteira de vacinação como ato de respeito e de amor”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

“Se estiver incompleta, leve a criança para tomar a segunda dose. Se a criança não tiver tomado nenhuma, ela deve tomar a primeira dose e, na sequência, a segunda”, explicou o ministro.

Para incentivar a vacinação de crianças, o ministério disponibilizará R$ 206 milhões destinados aos municípios que cumprirem duas metas estabelecidas pelo ministério.

“Para receber esse recurso adicional, os gestores terão que informar mensalmente o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral e pentavalente e atingir 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade com a primeira dose da vacina tríplice viral”.

Desde o início do ano, a pasta distribuiu 25,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para garantir a todos os estados a vacinação de rotina, as ações de interrupção da transmissão do vírus e a dose extra chamada de dose zero a todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

Vacinar contra o sarampo é importante para evitar complicações como cegueira e infecções generalizadas que podem levar a óbito. Por isso, o governo federal em parceria com os estados e municípios estão unindo esforços para vacinar 39,9 milhões de brasileiros, 20% da população, que hoje estão suscetíveis ao vírus do sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde. Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos concentrar a maior parte desses brasileiros (35%), são os menores de 5 anos o grupo mais suscetível para complicações do sarampo.

Dados

No levantamento divulgado até o dia 28 de agosto, o Brasil registrou 5.404 casos confirmados de sarampo e seis mortes, sendo quatro delas de pacientes menores de 1 ano. Dos casos confirmados nesse período, 97% (5.228) estão concentrados em 173 municípios do estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana. Os outros 176 casos foram registrados em 18 estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Piauí, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Pará Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Sergipe e Distrito Federal.

Por Agência Brasil
Fotos: Marcelo Camargo


Jota Jota Nascimento5 de outubro de 2019
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3min600

Pessoas que recebem o auxílio do Programa Bolsa Família devem ficar atentos às condições para a continuidade do recebimento do benefício. As famílias beneficiárias devem comparecer a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para cumprir a condicionalidade da saúde que são: o acompanhamento do calendário vacinal, a pesagem e mensuração da estatura das crianças e a realização de pré-natal, no caso das gestantes.

De acordo com Wellington Assunção Ferreira, Coordenador de Programas Estratégicos da Secretaria Municipal de Saúde, estes procedimentos são obrigatórios para que os beneficiários continuem aderidos ao programa.

“As famílias devem ser acompanhadas duas vezes ao ano e o acompanhamento é obrigatório sendo, um no primeiro semestre, nos meses de março e abril, e outro no segundo semestre, em setembro e outubro e começo de novembro. Caso o beneficiário mude de endereço, ele deve ir ao Centro de Referência de Assistência Social mais perto de sua residência com documentos pessoais e comprovante de endereço para fazer a alteração cadastral”, explicou.

O coordenador enfatiza ainda que, caso o beneficiário não cumpra corretamente com o acompanhamento de saúde obrigatório, ele corre o risco de ter o benefício suspenso.

“A segunda vigência de 2019 para acompanhamento das famílias beneficiárias nas Unidades de Saúde vai até o dia 14 de novembro. Então, as famílias que ainda não fizeram o acompanhamento neste segundo semestre devem ir o quanto antes, para não perder o benefício”.

A família deve levar para o acompanhamento na UBS a caderneta de vacinação das crianças, e caso tenha alguma gestante, deve levar a caderneta de gestante. Além disso, o responsável legal precisa levar o cartão do benefício e documentação pessoal com foto. O acompanhamento deverá ser feito no Centro de saúde ou PSF mais próxima da residência, de segunda-feira à sexta-feira, das 7 h às 11h e das 13h às 17h.

Da Redação
Fotos: Reprodução


Jota Jota Nascimento24 de setembro de 2019
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Em Cuiabá, uma força-tarefa com intervenção cirúrgica inédita no Hospital Municipal São Benedito salvou a vida da técnica de enfermagem várzea-grandense, Bruna Ricarte, 29 anos, acometida por um grave e raro tumor chamado Siringomielia.

A patologia, também denominada siringe, se aloja na área central da medula espinhal e gradualmente se expande e produz lesão nervosa progressiva, até evoluir para a tetraplegia e morte, caso não haja rápida intervenção cirúrgica.

O caso, que foi diagnosticado após um ano de dores e uma paralisia repentina na perna direita há três meses, chegou para equipe médica do São Benedito no início de agosto, ainda mais raro e grave devido à expansão do tumor já ter atingido boa parte da medula (com dimensões do C4 a T4). Dessa forma, para o sucesso da cirurgia, foi necessária a utilização de equipamentos como o aspirador ultrassônico, aliado à monitorizarão neurofisiológica transoperatória.

De acordo com o neurocirurgião Giovane Mendes, que conduziu a cirurgia, as chances da paciente foram consequência do esforço conjunto da gestão junto à diretoria do Hospital para conseguir os aparelhos.

“O caso da Bruna era muito grave e inclusive corria o risco de ela não sobreviver à cirurgia e ou, de ficar tetraplégica, que também era o efeito final da doença. As chances eram usar esses dois recursos, aliados ao microscópio cirúrgico de última geração existente no São Benedito para que obtivéssemos a precisão necessária para o sucesso esperado. A gestão não poupou esforços e em duas semanas tudo o que precisávamos estava pronto e pudemos realizar a cirurgia na primeira quinzena de agosto”, explicou o especialista. 

De volta ao hospital para a primeira consulta pós-operatória, na última sexta-feira (19), Bruna, que pela complexidade da lesão está cadeirante aguardando o retorno dos movimentos das pernas por meio de fisioterapia, revelou que não tem palavras para agradecer.

“Nunca poderei agradecer o que o Dr. Geovane e o prefeito Emanuel Pinheiro fizeram pela minha vida. Eu estava sentindo dores há pouco mais de um ano e, há três meses minha perna direita travou. Mesmo trabalhando em hospital, foi só então que, após insistência da minha família, busquei ajuda médica e tive o pior diagnóstico da minha vida. Eu sabia que sem a cirurgia minha sentença era a tetraplegia, não havia como fugir disso até a morte. Mas, graças a Deus, a equipe do São Benedito não poupou esforços para conseguir o que precisava para diminuir meus riscos. Chegamos até a pensar em vender nossas coisas para tentar pagar particular  o que ficaria uma média de R$ 100 mil. Mas, graças à sensibilidade de todos os envolvidos eu estou aqui viva e pronta para superar essa cadeira de rodas e reiniciar minha vida com meu filho, esposo e o restante da família o quanto antes. Não há palavras que possam descrever minha gratidão”, enfatizou.


OUTRAS CIRURGIAS

Ainda de acordo com o neurocirurgião, os equipamentos adquiridos pela gestão Emanuel Pinheiro e ainda o apoio ofertado, tem proporcionado a realização de procedimentos em alta complexidade inéditos em Mato Grosso e, consequentemente, colocado o São Benedito entre os melhores hospitais do país.

“A equipe é a mesma desde a abertura do hospital. Mas hoje, temos equipamentos com tecnologia que alguns hospitais particulares não têm. Esse parque tecnológico de geração avançada tem nos municiado para realizar cirurgias jamais feitas antes no estado e colocado o São Benedito entre os melhores. E quem ganha com isso é a população”, completou.

Direto Da Redação
Fotos: Oziane Rodrigues


Jota Jota Nascimento11 de setembro de 2019
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2min1790

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso discutirá as ações realizadas no estado para prevenção e tratamento do uso abusivo de álcool e outras drogas durante reunião ordinária nesta quarta-feira (11).

As informações serão apresentadas pela superintendente de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Eunice Teodora Crescêncio. Na ocasião, também serão discutidas as condições de trabalho dos médicos de Mato Grosso. O debate contará com a participação de representantes da categoria e do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT).

Na pauta constam ainda quatro projetos de lei relacionados à Saúde, cujos pareceres serão apreciados pelos membros da comissão. A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social é presidida pelo deputado estadual Paulo Araújo (PP) e composta ainda pelos deputados Lúdio Cabral (PT), na condição de vice-presidente, Dr. João (MDB), Dr. Gimenez (PV) e Dr. Eugênio (PSB), como membros titulares.

Direto da Redação
Fotos: Fablício rodrigues


Jota Jota Nascimento4 de setembro de 2019
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6min1490

Pesquisa feita por um grupo internacional de pesquisadores identificou um composto capaz de interromper o ciclo de vida do parasita causador da malária no corpo humano, impedindo a transmissão da doença para o mosquito vetor. Os resultados do estudo abrem caminho para que um novo medicamento contra a doença seja desenvolvido. O trabalho teve a participação de brasileiros, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp).

A molécula denominada TCMDC-135051, sintetizada pela empresa farmacêutica GSK, conseguiu inibir uma proteína essencial para o ciclo de vida de três espécies de parasitas causadores da malária, sendo duas delas em circulação no Brasil. Mesmo o mais agressivo dos parasitas – Plasmodium falciparum – mostrou-se sensível ao composto.

“[De acordo com dados do ano passado] – foram documentados mais de 190 mil casos de pessoas infectadas pela malária no Brasil, a grande maioria na região amazônica. O número de pessoas infectadas é bastante grande. A indústria farmacêutica mundial tem pouco interesse nesse tipo de doença porque os países são pobres e as doenças não são crônicas”, disse Paulo Godoi, que realizou o trabalho de pesquisa no Centro de Química Medicinal (CQMED), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“A indústria tem muito interesse por doenças crônicas, nas quais o paciente tem que continuar tomando a medicação por muitos anos” acrescentou. A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. O paciente com malária não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa – é preciso que haja a participação do mosquito.

A ação do composto testado na pesquisa afeta o parasita em diferentes estágios de desenvolvimento, o que o torna mais eficiente. A substância tem eficácia na fase assexuada do parasita, quando ele se prolifera dentro da célula humana e provoca os sintomas, quanto na fase sexuada, quando pode ser transmitido de volta para o inseto vetor e completa o seu ciclo, podendo infectar outras pessoas.

Os testes foram realizados com cultura de células in vitro e em animais. “In vitro mostrou a inibição da enzima, que o parasita morria dentro da célula, e in vivo mostrou a eliminação do parasita circulante no camundongo”, disse Godoi. O resultado in vivo mostrou ainda a eliminação do parasita na corrente sanguínea após cinco dias de infecção.

O pesquisador explicou que há uma diferença importante entre a ação desse novo composto e dos medicamentos que já estão no mercado. “Essa molécula nova é bastante específica para eliminar o parasita sem, provavelmente, interferir em outras proteínas do corpo. Isso já é uma boa indicação de que efeitos colaterais no ser humano, se ocorrerem, devem ser pequenos”, disse.

“A gente testou concentrações bem altas do composto contra a proteína humana e não viu qualquer tipo de interação entre as duas. Então, isso é uma boa indicação”, acrescentou. Para ser considerada segura, uma molécula candidata a se tornar um medicamento não pode ter interferência com proteínas humanas.

Além da falta de interesse da indústria farmacêutica, outra barreira para a erradicação da malária é que o parasita tem adquirido resistência aos medicamentos existentes. “Dado o número de casos no Brasil e em outras partes do mundo, acho que é interessante sim a gente trabalhar com uma droga nova, também porque as drogas atuais não estão mais funcionando muito bem, os organismos [dos parasitas] estão se tornando mais resistentes a essas drogas e, por isso, fica mais difícil tratar as pessoas que forem infectadas”.

O grupo de pesquisadores que realizou os testes integra a rede do Structural Genomics Consortium (SGC) – consórcio internacional de universidades, governos e indústrias farmacêuticas para acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos.

Direto por Agência Brasil
Fotos: Portal Biologia


Jota Jota Nascimento28 de agosto de 2019
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2min1770

Devido à falta de repasses de doses por parte do Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá comunica que a vacina pentavalente está em falta em algumas unidades básicas de saúde.

A escassez das doses está atingindo o Sistema Único de Saúde (SUS) de diversos estados do país. Dessa forma, o Ministério explicou por nota técnica emitida aos estados e municípios que a falta da vacina se deu porque 3,2 milhões de doses da pentavalente, produzidas pela empresa indiana Biological, foram interditadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária neste mês de agosto.  Segundo o órgão, o laboratório teria descumprido requisitos de qualidade e isso culminou na solicitação de recolhimento e substituição das vacinas por parte da Organização Pan-Americana de Saúde.

De acordo com a Responsável Técnica de Imunização de Cuiabá, Sandra Horn a previsão é que tudo se normalize em até 40 dias. “O Ministério Informou que estimativa de regularização é até outubro. Isso porque, 9 milhões de doses adquiridas este ano, estão em processo de chegada para posterior distribuição e reabastecimentos das salas de vacinas, incluindo Cuiabá”, frisou Horn.

A pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e haemophilus influenza B.

Direto da Redação
Fotos: Gustavo Duarte

 


Jota Jota Nascimento13 de agosto de 2019
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Doença considerada extinta no Brasil, o sarampo já teve 907 casos confirmados e 2.740 casos suspeitos em todo o país. O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde Mato Grosso emitiram um alerta para conscientizar a sociedade sobre a importância da vacina – única e eficaz prevenção ao sarampo.

Em Mato Grosso, os últimos registros de casos de sarampo confirmados foram em 1998 e 1999. De acordo com a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), ocorreram casos suspeitos, investigados e descartados por critério laboratorial em 2018 e 2019.

Com o retorno da doença, a entrada de estrangeiros e a constante circulação de viajantes pelo país, as autoridades da Saúde estão preocupadas, especialmente, devido à baixa cobertura vacinal em todo o território brasileiro; visto que as pessoas estão deixando de se prevenir de doenças e estão suscetíveis ao contágio e a disseminação.

“Alertamos aos turistas, estudantes, migrantes que, quando há intensificação de viagens internacionais e mesmo nacionais para as localidades com surtos, há também maior risco de exposição. Logo, recomenda-se que os viajantes tenham suas vacinas atualizadas antes de viajar (preferencialmente 15 dias antes). Consonante a isso, é importante reforçar a vacinação de profissionais que atuam no setor de turismo, como motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes e outros que tenham contato com viajantes, caminhoneiros e imigrantes; ressaltando também os profissionais de saúde. Recomenda-se às Secretarias Municipais de Saúde o alerta ao viajante/imigrante que apresenta febre e exantema; este deve evitar deslocamentos ou contato desnecessário com outras pessoas até ser avaliado por um profissional de saúde que viabilize o esclarecimento do diagnóstico e tratamento adequado”, destaca a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de MT, Alessandra Moraes.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, podendo evoluir para complicações graves e óbitos. A doença é transmitida por meio das secreções expelidas pelo doente ao falar, tossir e espirrar. O comportamento endêmico/epidêmico do sarampo varia de um local para outro e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, bem como da circulação do vírus na área.

Quanto às medidas de prevenção, a vacina tríplice viral é a forma mais segura de prevenção ao sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba. Nas unidades municipais de Saúde, a vacina tríplice viral está prevista para pessoas com um ano de idade e o reforço aos 15 meses com a tetra viral, integrando a rotina do calendário da criança, adolescente e adultos seletivamente.

De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade, devem tomar as duas doses: tríplice viral e tetra viral. Para crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente, duas doses da vacina tríplice. Para pessoas de 10 a 29 anos, o ideal são duas doses da vacina tríplice viral; de 30 a 49 anos, uma dose da vacina tríplice viral.

Quem comprovar a vacinação contra o sarampo, não precisa receber a vacina novamente. A vacina tríplice viral não é recomendada para crianças menores de seis meses, gestantes e indivíduos que apresentem contraindicações.

Quanto ao profissional de saúde, a SES-MT alerta para médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos, voluntários, estagiários, funcionários administrativos e funcionários de serviços ambientais, que têm um risco maior de exposição ao sarampo e de transmissão do vírus às pessoas. Todos os profissionais de saúde devem ter duas doses da vacina que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola. Portanto, é fundamental a revisão imediata da situação vacinal do sarampo entre as equipes e da vacinação dos trabalhadores de saúde sem evidência de imunidade.

Todo caso suspeito de sarampo e rubéola é de notificação imediata (24H) e investigação do caso (48h) com bloqueio vacinal (72h), assim como a solicitação de exame para sorologia e isolamento viral.

Direto da Redação
Fotos: Divulgação


Jota Jota Nascimento13 de agosto de 2019
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4min1630

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) vai investir aproximadamente R$ 6 milhões na modernização e ampliação do Hospital Regional de Sorriso. Além deste valor, R$ 3,5 milhões serão destinados exclusivamente à aquisição de equipamentos e mobiliários. O anúncio foi feito pelo secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, na tarde desta sexta-feira (09.08), em Sorriso, durante Audiência Pública que contou com a presença dos deputados da Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa.

“Aproveitamos esta oportunidade para anunciar o segundo grande investimento da atual gestão da Secretaria Estadual de Saúde. O investimento prevê a substancial ampliação e melhoria da infraestrutura do Hospital Regional de Sorriso. A ideia surgiu com o objetivo de finalizar uma cozinha que tinha sido iniciada há 11 anos. Nós não vamos reformar e terminar uma cozinha, nós vamos revitalizar um hospital com uma cozinha dentro”, disse o secretário, após responder aos questionamentos da população.

Na ocasião, foi apresentado o projeto tridimensional do hospital e foram divulgados os números referentes à readequação predial da unidade. A estrutura ganhará 31 novos leitos de emergência, nove leitos de emergência pediátrica e sete leitos voltados para o atendimento de gestantes. O hospital ainda integrará uma nova sala de centro cirúrgico e duas salas de parto.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) propõe uma ampliação de 1.488 metros quadrados da unidade, que inclui a revitalização da fachada, das recepções e salas de espera, da cozinha, do refeitório, dos consultórios, das enfermarias, do centro cirúrgico, das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e das salas de urgência e emergência.

A proposta ainda contempla a substituição total da cobertura por telhas acústicas, a reforma geral das instalações elétricas, a readequação do piso e da pintura, a retomada da reforma da cozinha e do lactário e a inclusão do Programa de Combate ao Incêndio e Pânico.

“A nossa equipe está debruçada sobre o projeto e empenhada na finalização dos detalhes. Pretendemos, nos próximos 40 dias, lançar o edital de contratação da empresa e a nossa intenção é de que os procedimentos previstos sejam concluídos em nove meses após a assinatura do contrato”, concluiu Figueiredo.

Hospital Regional de Sorriso

Além do anúncio de investimento, o secretário Gilberto Figueiredo acompanhou a visita técnica dos deputados da Comissão da Saúde, que observou a produtividade do hospital e avaliou a estrutura.

De janeiro a julho de 2019, o Hospital Regional de Sorriso viabilizou 6.776 consultas ambulatoriais, 12.973 consultas em pronto atendimento e 2.482 cirurgias. A unidade estadual conta com 417 servidores e é referência para 15 municípios da região, absorvendo principalmente as demandas de trauma e alta complexidade.

Somente no primeiro trimestre deste ano, o hospital registrou e divulgou uma ocupação de 118% da unidade hospitalar e um total de 5.331 atendimentos realizados – destes, 1.264 configuram como procedimentos cirúrgicos.

Direto da Redação
Fotos: Reprodução


Bruno Barreto29 de julho de 2019
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Pesquisa desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e Instituto Emílio Ribas identificou quatro fatores que indicam risco de morte em pacientes com febre amarela.

Idade avançada, contagem de neutrófilos elevados (células sanguíneas que fazem parte do sistema imune inato), aumento da enzima hepática AST e maior carga viral são os marcadores que apontam o risco de uma evolução grave da doença. O estudo destaca que, de cada 100 pessoas que são picadas por mosquitos infectados com o vírus da febre amarela, 10% desenvolverão sintomas da doença, e 30% podem morrer.

“O que mais nos deixava perplexos é que a maioria dos pacientes chegava bem, apenas se queixando de mal-estar, dor pelo corpo e febre, e, dias depois, alguns deles morriam. É uma doença de evolução muito rápida. Era um desafio determinar, na entrada do paciente, qual seria aquele que evoluiria muito mal da doença e qual seria aquele que teria uma evolução mais favorável. Foi isso que a gente abordou nesse trabalho”, explicou Esper Georges Kallás, professor do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP.

Outros 19 pesquisadores, apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), assinam o estudo, publicado na revista científica Lancet.

Kallás aponta que amostras para análises foram coletadas em pacientes durante o surto de febre amarela em São Paulo no ano passado.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, em 2019, até 3 de junho, foram registrados 66 casos autóctones de febre amarela silvestre no estado e 12 deles evoluíram para morte.

Em 2018, foram confirmados 504 casos autóctones em várias regiões do estado, dos quais 176 resultaram em morte. Também houve 261 epizootias (morte ou adoecimento de primatas não humanos).

Entre 11 de janeiro e 10 de maio de 2018, 118 pacientes com suspeita de febre amarela foram internados no Hospital das Clínicas e outros 113 no Emílio Ribas.

Diagnóstico
Após a confirmação do diagnóstico, o estudo se concentrou em 76 pacientes (68 homens e 8 mulheres). Dos 76 pacientes, 27 (36%) morreram durante o período de 60 dias após a internação hospitalar.

Onze pacientes com contagem de neutrófilos igual ou superior a 4.000 células/ml e carga viral igual ou superior a 5.1 log10 cópias/ml (ou seja, aproximadamente 125 mil cópias do vírus por mililitro de sangue) morreram, em comparação com três mortes entre os 27 pacientes com contagens de neutrófilos menor que 4.000 células/ml e cargas virais de menos de 5.1 log10 cópias/ml (menos de 125 mil cópias/ml).

Os pesquisadores puderam constatar também que a coloração amarelada na pele dos doentes, característica conhecida da doença, não é um marcador de severidade no momento da entrada do paciente no hospital.

“A coloração amarelada, consequência da destruição das células do fígado pelo vírus, só aparece em casos em piora avançada. Em nosso estudo, nenhum dos pacientes que veio a óbito chegou no hospital ostentando coloração amarelada”, disse Kallás.

Para identificar três dos marcadores, excluindo a idade, são necessários exames em laboratório. De acordo com o professor, o que mede a quantidade de neutrófilos e o aumento da enzina hepática são exames simples com resultado em, no máximo, uma hora.

“O mais difícil é a carga viral do vírus da febre amarela que é um ensaio experimental. Ele foi desenvolvido para esse estudo, e não é popularizado. Não está disponível em laboratórios de análise clínicas habitualmente”, explicou. Ele avalia que a disponibilidade do exame auxiliaria não só na identificação do marcador, mas no próprio diagnóstico.

Em casos de novos surtos de febre amarela, os resultados encontrados no estudo permitem agora que os médicos façam uma triagem de pacientes nos momentos de entrada nos serviços de saúde, identificando aqueles que potencialmente podem evoluir para casos mais severos. Assim, é possível antecipar internações nas unidades de terapia intensiva, aumentando as chances de sobrevivência.

Massa crítica
“Estamos criando uma massa crítica de informações que vai ajudar o médico na hora que avaliar o paciente, inicialmente quem vai melhor, quem vai pior e otimizar a disponibilização de recursos no hospital. Evidente que auxilia a melhorar a assistência a saúde dessas pessoas”, disse o pesquisador.

Outra consequência da descoberta é a hipótese de que remédios antivirais podem auxiliar no tratamento da febre amarela.

“Pela primeira vez é descrita a associação da quantidade de vírus [carga viral] com doença pior”, disse Kallás.

Segundo o pesquisador, outros projetos já avaliam medicações que poderiam ser usadas neste caso.

“Se chega um paciente com febre amarela bem no começo, será que se a gente der um remédio antiviral não corta a multiplicação do vírus e melhora o prognóstico dessa pessoa? Já que a quantidade de vírus é um fator, isso tem o potencial de mudar a história de sobrevivência na febre amarela se a gente achar um remédio que for eficaz”, finalizou.

Direto da Agência Brasil


Jota Jota Nascimento28 de julho de 2019
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1min1260

23h38
Por/ Agência Brasil

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou, no Rio de Janeiro, que será lançado na próxima semana o programa que vai reestruturar o Mais Médicos.

“A Casa Civil e a Presidência da República deram o OK. Na semana que vem, a gente lança o Médicos pelo Brasil, que é o novo programa que vai rever o programa Mais Médicos”, disse.

Segundo o ministro, o dia do anúncio na próxima semana depende da agenda do presidente Jair Bolsonaro. “Isso também é reforçar a atenção primária. É basicamente direcionado para a atenção primária, praticamente voltado para o que a gente chama de Brasil profundo, as cidades mais vulneráveis”, destacou.

Ele acrescentou que nas cidades do interior é onde, muitas vezes, as campanhas públicas têm “menos apelo”. “É no interior do Brasil que eu tenho mais dificuldades para usar capacete para motocicleta”, exemplificou.