Categoria: Saúde

Redacao17 de janeiro de 2020
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O promotor de Justiça, Mauro Zaque (foto), instaurou um inquérito civil para investigar o pagamento de uma dívida da Prefeitura de Cuiabá com a Alfema Dois Mercantil Cirúrgica Ltda, a partir de uma acordo assinado pela empresa e pelo então procurador-geral do município, Luiz Antonio Possas de Carvalho, atual secretário de Saúde.

Na portaria de instauração assinada nesta quinta-feira (16), Zaque narra que, a partir da denúncia do vereador Diego Guimarães (PP), constatou-se que a Alfema tinha uma dívida de R$ 3.690.264,90, conforme cálculo apresentada pela Coordenadoria de Contabilidade e Concialiação em dois processos administrativos.

Mas, segundo o Termo de Acordo Administrativo do dois processos, assinado pela empresa por Luiz Antonio, o valor pago pela Prefeitura foi de R$ 7.980.173,26.

Para o Ministério Público, a diferença apresentada pode ser indício de “possível dilapidação aos cofres públicos no valor de R$ 3.550.034,72”.

O promotor destacou que, em investigação preliminar, a empresa foi notificada pelo MP, mas deixou de apresentar informações requeridas pela Promotoria.

Além de requerer informações oficiais à Prefitura e à empresa, Zaque também pediu ao TCE que abrisse uma Tomada de Contas Especial a fim de instruir o inquérito.

Outro lado

A Secretaria de Saúde de Cuiabá se posicionou com a seguinte nota:

Em relação ao inquérito civil instaurado pelo promotor Mauro Zaque para apurar uma transação feita pela Prefeitura de Cuiabá, o Secretário Municipal de Saúde, Luiz Antonio Pôssas de Carvalho informa:

-O acordo realizado é advindo de uma demanda judicial, cujo cálculo ultrapassou 15 milhões de reais do valor do débito atualizado. A decisão sobre o cálculo transitou em julgado e deste cálculo a empresa deu um desconto de mais de 50% para que pudessem fazer um acordo.

-Este acordo também foi colocado para apreciação do Judiciário, que o homologou por decisão de sentença.

-Sendo assim, não há nenhuma ilegalidade no acordo, e nem valores a mais que pudessem causar prejuízo ao erário público.

-O secretário está à disposição do Ministério Público para fazer quaisquer esclarecimentos acerca deste inquérito.

 

Fonte: Isso É Notícia / Foto: Reprodução


Redacao30 de dezembro de 2019
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Durante todo ano de 2019, o portal de notícias Transparência/MT, além de outros veículos de comunicação do Estado, tem divulgado o descaso e a má gestão da Prefeitura de Barão de Melgaço, município localizado a cerca de 100km de Cuiabá. Desta vez, o Pronto Atendimento do Hospital Municipal da cidade é destaque nos noticiários com a infraestrutura em condições de calamidade pública, acumulando insetos e mau cheiro, o que torna o local inapropriado tanto para atendimento dos pacientes, quanto para o bem-estar dos funcionários.

Uma servidora que pediu para não ser identificada, temendo represálias, afirmou que as condições da unidade de saúde é precária e os pacientes correm sérios riscos de contaminação no ambiente insalubre.

“Estamos trabalhando em estado de calamidade pública, o mau cheiro está tomando conta do Pronto Atendimento do Hospital, sem falar que corremos risco de contaminação. Há mais de 90 dias que cobramos e estamos esperado uma atitude por parte da secretária de saúde, como também do prefeito Elvio, mas até agora, nada foi feito, só espero que ninguém venha falecer por conta do descaso do poder público municipal”, relatou.

Boa parte da população e outros servidores, relataram a falta de condições de trabalho no Hospital Municipal de Barão de Melgaço. “Não é de hoje que temos visto obras e atitudes consideradas irregulares por parte do gestor desta cidade, que vai desde abandono de obras públicas, compras superfaturadas até precariedade no atendimento de diversos setores, como é o fato apresentado no Pronto Atendimento do Hospital Municipal de Barão de Melgaço. Isso prova que estamos abandonados, em 2020 precisamos mudar esse cenário politico de nossa região, precisamos de alguém que olhe pelo povo, não aguentamos mais esses descasos”, afirmou um munícipe insatisfeito com a atual gestão.

“Pacientes reclamam há meses e até o momento na foi feito”.

Segundo relatos de pacientes, como também de alguns colaboradores da Prefeitura, o mau cheiro incomoda bastante o Pronto Atendimento, mas o que mais está preocupando os pacientes e seus acompanhantes é o risco de contaminação, como também, o risco da dengue, já que no local onde está quebrado, está com água escura parada, que provavelmente deve ser de uma tubulação de esgoto ou uma fossa.

“Há mais de 90 dias que o local precisa de reforma”.

O longo período de espera para arrumar o local, mostra qual é a prioridade que o poder público oferece para o povo de Barão, no início deste semestre as pessoas estão procurando tratamento dentário em outras cidades, porque o equipamento ficou meses sem funcionar.

“Era só arrumar o compressor, e mesmo assim, muitas pessoas ficaram sem atendimento”.

O nome do prefeito de Barão de Melgaço, Elvio de Souza Queiroz está envolvido em diversas investigações da justiça, o legado da sua gestão tem como destaque diversos escândalos, resta saber se nem no último ano do seu mandato, o prefeito irá proporcionar o mínimo de condições, levando dignidade ao povo de Barão de Melgaço.

A equipe de reportagem procurou a secretária de saúde, Waguionira Radica (Deca), como também o prefeito Elvio de Souza Queiroz, para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria, não foram localizados.

Da Redação com informações do Notícias da Baixada (Foto/Notícias da Baixada)


Redacao29 de dezembro de 2019
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O Ministério da Saúde reprovou, na terça passada (24), nada menos que 212 projetos em todo país, sendo três do Hospital do Câncer, que pleiteou R$ 4,1 milhões junto ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON). Perdeu prazo.

Com sede em Cuiabá, a Associação Mato-Grossense de Combate ao Câncer tentou R$ 1,9 milhão para auxiliar o hospital na melhoria do seu resultado de gestão, dentro de uma estimativa orçamentária de R$ 5 milhões.

O outro projeto, com mesmo valor pleiteado, seria para estruturação da atenção especializada de saúde oncológica em Mato Grosso, com aquisição de equipamentos modernos para facilitar o diagnóstico da doença. O terceiro, também indeferido, seria de R$ 2,3 milhões para o hospital instalar energia solar, através de painéis fotovoltaicos, uma forma de minimizar os custos com energia elétrica.

O secretário-executivo do Ministério, João Gabbardo dos Reis, explica que as entidades credenciadas perderam prazos para apresentação de projetos, que deveriam ter sido protocolados até 16 de outubro.

Blog do Romilson;RD NEWS


Redacao19 de novembro de 2019
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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), notificou a Prefeitura de Cuiabá a prestar contas sobre o quantitativo dos serviços executados pelo Hospital São Benedito. De acordo com o documento, a unidade hospitalar não emite informações oficiais sobre os procedimentos contratualizados pelo Estado, fator que contraria as normas da gestão pública.

Conforme é instituído pela Portaria nº 048/2018, o município deve apresentar relatórios mensais para a prestação de contas da execução financeira, com o quantitativo dos serviços executados de acordo com as metas pactuadas.

Entretanto, diferentemente das demais gestões municipais do Estado, a Prefeitura de Cuiabá não cumpre a determinação – mesmo tendo sido encaminhado, anteriormente, ofício que requisitava a execução da prestação de contas.

A notificação extrajudicial, datada em 5 de novembro, concedeu cinco dias úteis à gestão municipal para os devidos esclarecimentos, sob pena de suspensão imediata dos repasses. Contudo, o prazo não foi cumprido e, até o momento, não há qualquer informação oficial concedida pela Prefeitura quanto aos atendimentos prestados pelo Hospital São Benedito.

Passados sete dias úteis da emissão da notificação, nesta quinta (14), o Governo do Estado sinaliza ao Ministério Público Estadual (MPE) a situação de irregularidade.


Redacao18 de novembro de 2019
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A segunda etapa da vacinação contra o sarampo começa nesta segunda-feira (18). A estimativa da Secretaria Estadual de Saúde (SES) é que mais de 68 mil pessoas, de 20 a 29 anos, sejam imunizadas até 30 de novembro.

Para garantir que os pertencentes do grupo tomam a segunda dose da tríplice viral, vacina que ajuda a prevenir sarampo, rubéola e caxumba, o Ministério da Saúde encaminhou 35 mil doses extras.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Alessandra Moraes, explicou que essa faixa-etária foi selecionada porque, em outros estados, ocorreram casos graves de sarampo em pessoas deste grupo.

O sarampo

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, que pode evoluir para complicações graves e óbitos. A doença é transmitida por meio das secreções expelidas pelo doente ao falar, tossir e espirrar. O comportamento endêmico/epidêmico do sarampo varia de um local para outro e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, bem como da circulação do vírus na área.

Fonte: G1 MT


Bruno Barreto29 de julho de 2019
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Pesquisa desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e Instituto Emílio Ribas identificou quatro fatores que indicam risco de morte em pacientes com febre amarela.

Idade avançada, contagem de neutrófilos elevados (células sanguíneas que fazem parte do sistema imune inato), aumento da enzima hepática AST e maior carga viral são os marcadores que apontam o risco de uma evolução grave da doença. O estudo destaca que, de cada 100 pessoas que são picadas por mosquitos infectados com o vírus da febre amarela, 10% desenvolverão sintomas da doença, e 30% podem morrer.

“O que mais nos deixava perplexos é que a maioria dos pacientes chegava bem, apenas se queixando de mal-estar, dor pelo corpo e febre, e, dias depois, alguns deles morriam. É uma doença de evolução muito rápida. Era um desafio determinar, na entrada do paciente, qual seria aquele que evoluiria muito mal da doença e qual seria aquele que teria uma evolução mais favorável. Foi isso que a gente abordou nesse trabalho”, explicou Esper Georges Kallás, professor do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP.

Outros 19 pesquisadores, apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), assinam o estudo, publicado na revista científica Lancet.

Kallás aponta que amostras para análises foram coletadas em pacientes durante o surto de febre amarela em São Paulo no ano passado.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, em 2019, até 3 de junho, foram registrados 66 casos autóctones de febre amarela silvestre no estado e 12 deles evoluíram para morte.

Em 2018, foram confirmados 504 casos autóctones em várias regiões do estado, dos quais 176 resultaram em morte. Também houve 261 epizootias (morte ou adoecimento de primatas não humanos).

Entre 11 de janeiro e 10 de maio de 2018, 118 pacientes com suspeita de febre amarela foram internados no Hospital das Clínicas e outros 113 no Emílio Ribas.

Diagnóstico
Após a confirmação do diagnóstico, o estudo se concentrou em 76 pacientes (68 homens e 8 mulheres). Dos 76 pacientes, 27 (36%) morreram durante o período de 60 dias após a internação hospitalar.

Onze pacientes com contagem de neutrófilos igual ou superior a 4.000 células/ml e carga viral igual ou superior a 5.1 log10 cópias/ml (ou seja, aproximadamente 125 mil cópias do vírus por mililitro de sangue) morreram, em comparação com três mortes entre os 27 pacientes com contagens de neutrófilos menor que 4.000 células/ml e cargas virais de menos de 5.1 log10 cópias/ml (menos de 125 mil cópias/ml).

Os pesquisadores puderam constatar também que a coloração amarelada na pele dos doentes, característica conhecida da doença, não é um marcador de severidade no momento da entrada do paciente no hospital.

“A coloração amarelada, consequência da destruição das células do fígado pelo vírus, só aparece em casos em piora avançada. Em nosso estudo, nenhum dos pacientes que veio a óbito chegou no hospital ostentando coloração amarelada”, disse Kallás.

Para identificar três dos marcadores, excluindo a idade, são necessários exames em laboratório. De acordo com o professor, o que mede a quantidade de neutrófilos e o aumento da enzina hepática são exames simples com resultado em, no máximo, uma hora.

“O mais difícil é a carga viral do vírus da febre amarela que é um ensaio experimental. Ele foi desenvolvido para esse estudo, e não é popularizado. Não está disponível em laboratórios de análise clínicas habitualmente”, explicou. Ele avalia que a disponibilidade do exame auxiliaria não só na identificação do marcador, mas no próprio diagnóstico.

Em casos de novos surtos de febre amarela, os resultados encontrados no estudo permitem agora que os médicos façam uma triagem de pacientes nos momentos de entrada nos serviços de saúde, identificando aqueles que potencialmente podem evoluir para casos mais severos. Assim, é possível antecipar internações nas unidades de terapia intensiva, aumentando as chances de sobrevivência.

Massa crítica
“Estamos criando uma massa crítica de informações que vai ajudar o médico na hora que avaliar o paciente, inicialmente quem vai melhor, quem vai pior e otimizar a disponibilização de recursos no hospital. Evidente que auxilia a melhorar a assistência a saúde dessas pessoas”, disse o pesquisador.

Outra consequência da descoberta é a hipótese de que remédios antivirais podem auxiliar no tratamento da febre amarela.

“Pela primeira vez é descrita a associação da quantidade de vírus [carga viral] com doença pior”, disse Kallás.

Segundo o pesquisador, outros projetos já avaliam medicações que poderiam ser usadas neste caso.

“Se chega um paciente com febre amarela bem no começo, será que se a gente der um remédio antiviral não corta a multiplicação do vírus e melhora o prognóstico dessa pessoa? Já que a quantidade de vírus é um fator, isso tem o potencial de mudar a história de sobrevivência na febre amarela se a gente achar um remédio que for eficaz”, finalizou.

Direto da Agência Brasil



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