Categoria: Saúde

Redacao28 de março de 2020
Screenshot_20200328-142838_Facebook.jpg

4min00

“Existe a decisão de arbítrio. Aqueles que acreditam que não existe nenhum risco, se comportem assim. Mas depois que forem contaminados não venham dizer que não foram alertados que o confinamento era a melhor opção”. A afirmação é do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, durante coletiva on line na tarde desta quinta-feira (26).

Ele defende as últimas decisões do governo do Estado, que reduzem as medidas de restrição e confinamento social, mas faz questão de alertar, a todo momento, que o isolamento social é a melhor opção. “O confinamento social continua vigorando. O que o governador decidiu é não paralisar as atividades econômicas. Aqueles que não estão nesta área e que podem ficar em confinamento, devem ficar”.

O secretário admite que o governo sofre pressão de dois lados, daqueles que querem que tudo seja liberado e dos que defendem o máximo de restrição. Afirma que, se for necessária, uma quarentena total será determinada, mas que não é o caso deste momento. E volta a falar do livre arbítrio: “porque não se autoconfinam? Parece que todo mundo, para entender o que tem que fazer, precisa de uma lei. Estamos pedindo para as pessoas que podem que não vão para as ruas, não vão para os shoppings, não vão para os supermercados, mas parece que só vão fazer se tiver lei. Quanto mais confinado você estiver, mas protegido você estará. Que tal você tomar uma decisão pessoal e ajudar o governo”, discursa o secretário.

Por cerca de 30 minutos de coletiva, o secretário tentou defender várias vezes a medida do governo. “A regra estadual é a que vale para o Estado todo e tem o governador autoridade para fazer isso. O que faremos é, paulatinamente, ir adotando medidas para diminuir a circulação de pessoas. Mas têm municípios sem nenhum caso confirmado e que praticamente já decretaram toque de recolher”.

Ele continua argumentando sobre os riscos destas decisões, afirmando que se parar tudo vai entrar em colapso e na hora que realmente precisar parar, a situação estará caótica. “As medidas têm que ser bem dosadas, dentro do nível de pressão e temperatura que a epidemia determina”, completando que “daqui a pouco a gente não pode mais pagar ninguém e as empresas não terão condições de subsistência”.

O secretário afirma que se as pessoas mantiverem o protocolo respiratório (cobrir a boca ao tossir e o nariz ao espirrar) e a distância de 1,5 metro, o risco de contaminação “não é tão grande”. “O vírus não chega a uma distância superior a isso”.

Ele ainda enfatiza que os comércios que podem abrir precisam adotar as medidas para evitar a proliferação do coronavírus. “Hoje entrei em uma lanchonete para comer um lanche e me falaram que eu tinha que comer lá fora. Foi o que fiz e deu certo”.

 

Fonte: Repórter MT

Foto: Tchélo Figueiredo/Secom/MT


Redacao26 de março de 2020
ACS.jpg

7min00

Correndo sérios riscos de contaminação com a pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19), os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) de Santo Antônio de Leverger (34 km de Cuiabá), entraram na justiça, reivindicando que a prefeitura disponibilize de forma emergencial, os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), para que os profissionais desempenhem suas funções de maneira segura.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santo Antônio de Leverger (SISPUMSAL), Guilherme Rodrigues da Silva, explica que a categoria não teve outra alternativa, a não ser, protocolar um Mandado de Segurança contra o município, na tentativa de conseguir os equipamentos que garantem proteção e asseguram a saúde dos trabalhadores.

“Protocolomos no Poder Judiciário, na comarca de Santo Antônio de Leverger, um Mandado de Segurança, que exige do Gestor do Executivo Municipal, a aquisição de equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde. Esse material é essencial para assegurar a vida destas pessoas que correm sérios riscos de contaminação durante esse momento delicado de pandemia. Os últimos EPI’s que recebemos foi em setembro de 2018”, destacou Guilherme.

O sindicalista reforçou ainda, que já realizou incansáveis pedidos dos materiais, para o prefeito Valdir Castro Filho, Valdirzinho (PSD), e na época, para o então secretário municipal de saúde, Marcos da Costa Teixeira, mas até o momento, nenhuma solicitação foi atendida.

“Fizemos o pedido desses equipamentos no final de outubro do ano passado em reunião com o prefeito e vereadores do município, nem estávamos na crise desse vírus. Agora com a pandemia, há necessidade emergencial que esses materiais sejam providenciados. Não podemos aceitar que nossos profissionais e seus familiares adoeçam por falta de proteção”, afirmou Guilherme.

Em resposta ao Mandado de Segurança, uma sentença judicial foi expedida com data de 25 de março de 2020. Consta no parecer do juiz Onivaldo Budny, a determinação dentro do prazo de 24 horas, para que o Gestor do Executivo Municipal forneça os equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde local.

Questionado sobre qual atitude irá tomar, caso os equipamentos não sejam entregues, o presidente do SISPUMSAL, respondeu que caso a prefeitura não cumpra o mandado judicial, terão que paralisar as atividades por falta de proteção.

“Se a categoria não for atendida como deve ser e conforme prevê a Organização Mundial de Saúde, seremos obrigados a paralisar as atividades desses trabalhadores. Não podemos ficar de mãos atadas diante de tantas mortes já confirmadas, vítimas do Coronavírus e a prefeitura insiste em deixar esses profissionais em campo, sem proteção alguma, correndo risco de vida”, desabafou o sindicalista.

Troca de secretariado

Na última semana, o ex-secretário de saúde do município, Marcos da Costa Teixeira oficializou a desistência do cargo de Secretário Municipal de Saúde, por meio de uma Carta de Exoneração encaminhada ao prefeito Valdirzinho. No documento, o ex-secretário alega motivos pessoais, mas admite atitude ética por entender, que foi indicado ao cargo por um grupo político que vai concorrer à prefeitura nas eleições de outubro deste ano no município.

Para assumir a pasta, foi nomeada a nova secretária de saúde, Fabricia de Miranda Oliveira.

O outro lado

Por telefone, a secretária de saúde do município Fabricia de Miranda Oliveira, disse que não tem conhecimento sobre o caso e por não ter acesso ao documento judicial, não quis responder as perguntas.

Demonstrando um certo incômodo com a simples pergunta da repórter: quando os profissionais receberão os equipamentos? Fabricia preferiu não falar e pediu que nossa equipe entrasse em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Santo Antônio de Leverger.

Na busca incessante por um parecer da gestão municipal, entramos em contato com a procuradoria geral do município, fomos informados que os mesmos, não tem conhecimento sobre os fatos e que não receberam nenhuma notificação judicial.

Encaminhamos a cópia da sentença judicial para a assessoria de imprensa do município, mas até o fechamento desta matéria, não tivemos nenhum retorno sobre o assunto.

Veja a decisão judicial

Redacao25 de março de 2020
Screenshot_20200325-105922_Facebook.jpg

4min00

A Prefeitura de Cuiabá irá realizar Drive-Tru de vacinação contra influenza. A campanha foi pausada duas horas após a abertura, pois o Ministério da Saúde enviou apenas 9,5 mil doses. O novo modelo deve começar após reposição do Governo Federal. A ação foi delineada pela Secretaria Municipal de Saúde no fim da tarde desta terça-feira (24) após o prefeito Emanuel Pinheiro determinar a elaboração de um plano estratégico para evitar aglomeração contra o coronavírus.

“Estamos desenvolvendo uma série de medidas para evitar a disseminação do Coronavírus em Cuiabá e não poderia ser diferente na campanha contra a Influenza, especialmente na fase do nosso público mais vulnerável, que são os idosos e nossos profissionais da Saúde. Por isso, determinei a imediata confecção de um plano de ação à equipe da Secretaria de Saúde, e o formato Drive-Thru onde bastará colocar o braço para o lado de fora do automóvel para receber a imunização foi uma medida contra a aglomeração que aprovamos e implantaremos em Cuiabá”, explicou Pinheiro.

Drive-Thru da vacinação contra a Influenza está previsto para ser realizado na próxima sexta-feira (27) em pontos estratégicos das quatro regionais de Cuiabá, tão logo o Ministério da Saúde repasse as 37 mil doses restantes para imunizar os idosos e servidores da Saúde, previstas para serem entregues à capital nesta quarta-feira (25).

“Sob determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, que não está poupando esforços para evitar a disseminação do Coronavírus na Capital, elaboramos o plano Drive-Thru como uma das saídas para evitar aglomeração das pessoas nesta primeira fase da vacinação. Para isso aguardamos apenas o repasses das 37 mil doses por parte do Ministério da Saúde. Até  o momento recebemos apenas 9,5 mil doses que se esgotou em um único dia. Como o Ministério deve entregar as demais doses nesta quarta-feira teremos condições de fazer esta grande ação e deixar a população mais segura e imunizada”, enfatizou a diretora da Atenção Básica de Cuiabá, Miriam Naschenven.

A capital mato-grossense vem adotando outras  inúmeras medidas de enfrentamento à disseminação da doença. Durante esse período de enfrentamento, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão será utilizada como estrutura de apoio de leitos para internação Hospital Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, para pacientes contaminados. Também estão suspensos os agendamentos e atendimentos dos procedimentos médicos eletivos nas Unidades Básicas de Saúde.

Pinheiro explicou que este é o momento de adoção de medidas drásticas. “É preciso evitar que tenhamos um transporte coletivo cheio de pessoas, cinemas, academia, shoppings, bares, restaurantes… Entendo que a população fica incomodada, mas o rigor, nesse momento é fundamental para evitar a transmissão da doença. É muito importante lavar as mãos diversas vezes durante o dia. Também temos que redobrar os cuidados, como por exemplo, quando for tossir ou espirrar, fazer isso na dobra do braço, ou usar um lenço e descartá-lo imediatamente após o uso. Os esforços são necessários, mas sem que percamos a serenidade”, defendeu.

 

Fonte: Olhar Direto

Foto: Giuliano Gomes/ PRPress

 

 


Redacao23 de março de 2020
Screenshot_20200323-125551_Facebook.jpg

3min00

Secretaria de Saúde de Cuiabá decidiu suspender a campanha de vacinação contra a influenza, que começou nesta segunda-feira (23), após não ter recebido a quantidade de doses necessárias para atender a população da primeira faixa, idosos acima de 60 anos e profissionais da Saúde pública e privada.

Na manhã desta segunda, algumas pessoas conseguiram tomar a vacina, outras tiveram que retornar para casa porque as doses haviam acabado em poucas horas de vacinação.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, o Ministério da Saúde repassou apenas 9,5 mil doses, dos 100 mil que havia sido solicitado.

Por isso, a campanha foi suspensa e retornará com as imunizações nesta quinta-feira (26), após a chegada dos novos lotes que estão previstos para quarta-feira (25).

Segundo a Responsável Técnica pela Imunização, Sandra Honr, a secretaria manteve o início nesta segunda após promessa de que mais doses chegariam ainda nesta manhã, o que não ocorreu.

Em Cuiabá, os atendimentos aos idosos não ocorreram pela ordem inicial do nome.

Campanha

Neste ano, a Campanha que normalmente é realizada na primeira quinzena de abril, foi antecipada pelo Governo Federal como estratégia para diminuir a quantidade de pessoas gripadas e, com isso, ajudar no diagnóstico de possíveis casos de coronavírus.

Ainda considerando esses cuidados, a vacinação será dividida em três fases: A primeira será 23 de março a 16 de abril, com a vacinação para os idosos (60 anos e mais) e profissionais da Saúde pública e privada.

A partir do dia 16 de abril a 09 de maio começa a segunda etapa e serão atendidos os  professores de escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas, não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e puérperas (mulheres de até 45 dias após o parto) e povos indígenas.

Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adultos de 55 a 59 anos, estão na terceira faixa que começa no dia 09 de maio e segue 22.

A vacina previne contra três tipos de influenza: influenza A H1N1, influenza A H3N2 e Influenza B. (Com informações da Secretaria Municipal de Saúde).

 

Fonte Repórter MT

 


Redacao21 de março de 2020
Screenshot_20200321-165853_Facebook.jpg

3min00

A Justiça Federal em Mato Grosso acatou a manifestação do Ministério Público Federal (MPF) para que recursos recuperados por meio da Operação Ararath sejam destinados ao Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), referência no Estado para o combate ao novo coronavírus.

Ao todo, serão destinados R$ 566.822,36 à unidade de saúde. Conforme requerimento apresentado pela Superintendência do HUJM, o hospital tem necessidade de recursos financeiros para aquisição e abastecimento de materiais médicos hospitalares (luvas, máscaras, capotes, EPIs e outros), medicamentos, equipamentos (exaustores, respiradores e outros), além das adequações dos espaços físicos necessárias para receber usuários infectados.

De acordo com a manifestação do MPF, “a relevância do pedido formulado pelo Hospital Universitário Júlio Müller é notável, seja em decorrência da própria pandemia decretada pela Organização Mundial da Saúde como evento de grande magnitude (11), seja pela Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional – Espin veiculada pela Portaria 188/GM/MS de (04), seja pela ausência de instrumentos básicos para o combate e controle da covid-19 na rede pública de saúde em Mato Grosso”.

Outros montantes referentes aos recursos recuperados por meio das colaborações premiadas no âmbito da Operação Ararath também serão utilizados para suprir as necessidades, principalmente na área da saúde, no estado de Mato Grosso, neste momento de pandemia. Com a decisão judicial, será aberta uma conta judicial na qual será depositado o valor para que o HUJM inicie o processo de aquisição dos equipamentos e medicamentos solicitados.

 

A partir dai, a superintendência do hospital deverá prestar contas dos gastos, apresentando nota fiscal dos produtos adquiridos, recebimento e atesto de entrega do produto/material, imagem do produto recebido, registro de tombo do produto (inserção no patrimônio da unidade hospitalar) e indicação da conta bancária do fornecedor do produto para que seja realizada a transferência judicial. Além disso, a cada 30 dias, durante o prazo de seis meses, o HUJM deverá apresentar ao MPF informações quanto ao número de atendimentos realizados no escopo do projeto apresentado (prevenção e combate à pandemia da covid-19 em Mato Grosso).

 

Fonte RD News

Foto Reprodução


Redacao21 de março de 2020
Screenshot_20200321-002547_Facebook.jpg

4min00

A situação é grave e não é uma brincadeira. Tudo indica dias difíceis e isso não vai passar rápido”, afirmou o secretário de saúde do Estado, Gilberto Figueiredo em entrevista à TVCA na manhã desta sexta (20). Ele não acredita que as aulas voltem em 2 semanas e diz que não é otimista. “Melhor ser franco com a população e tomar as medidas necessárias”. O que se fala, segundo o secretário, é uma crise epidêmica do coronavírus para os próximos 90 dias.

 

Como a recomendação é de isolamento para conter o avanço da doença que tem fácil transmissão, estão previstas mudanças no atendimento em órgãos públicos e empresas privadas. O Poder Público tem evitado a tomada de decisões radicais como o fechamento do comércio, mas não descarta a possibilidade.

Escolas já estão com aulas suspensas e a preocupação do secretário é com aqueles profissionais pais e mães que estão em áreas essenciais, como saúde e segurança pública. Nesse sentido, ele fez um apelo para que a comunidade de amigos, vizinhos e parentes desses profissionais sejam solidários. “Decisões mais difíceis ainda não foram tomadas porque podem estressar a população que em momentos críticos podem não colaborar mais. Todo sacrifício que fizermos agora, ainda que seja no campo comercial, fechando, será benéfico”.

Quanto ao retorno das aulas e livre circulação de pessoas em espaços públicos e de lazer, o secretário afirma que “as pessoas vão ter tempo de voltar a estudar, trabalhar, passear, mas para isso precisam estar vivas. O isolamento e os cuidados com a higiene são vitais agora”.

 

Manter distância, evitar aglomerações e lavar bem as mãos têm sido os cuidados mais eficientes para ser contaminado. Quem tiver sintomas, só deve procurar uma unidade de saúde no caso de apresentar falta de ar o principal. Apenas mal-estar, tosse e coriza não são sinais de agravamento da doença.

Também não se deve procurar as Unidades de Pronto Atendimentos, as UPAs, nem hospitais de referência se não tiver todos os sintomas. As unidades básicas farão a triagem e vão encaminhar os casos mais graves.

Enquanto for possível, o secretário recomenda que a população planeje de modo individual e familiar como deve ser a rotina. Isso inclui cuidados com crianças e idosos, questões bancárias e financeiras.

Vacinação para outras gripes

Está prevista uma campanha de imunização no dia 23 de março para outras gripes e deve atingir 900 mil pessoas em Mato Grosso. “Deixamos claro que a população não deve procurar o sistema de saúde se não for o público de risco, pois temos mais de 3 milhões de habitantes e não serão todos imunizados”.

Serão vacinados somente profissionais da saúde e pessoas do grupo de risco (idosos e pessoas com doenças pulmonares).

 

Fonte: RD News

Foto: Christiano Antonucci Secom-MT


Redacao20 de março de 2020
images-49.jpeg

3min00

O deputado estadual João Batista (PROS), durante a última sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), apresentou o Projeto de Lei nº 207/2020, que aumenta o valor de R$ 100, para R$ 200, às famílias cadastradas no programa Pró-família, do Governo do Estado. O aumento de 100%, como explicou o parlamentar, irá combater os primeiros impactos da pandemia causada pelo Coronavírus – Covid-19.

 

“Todos nós mudamos nossa rotina drasticamente, muitos estão com medo e colaborando no combate ao Coronavírus. Dado este fato, não podemos nos esquecer daqueles que estão muito mais vulneráveis, como é o caso das famílias que vivem em extrema situação de miséria no Estado de Mato Grosso, estas devidamente cadastradas no programa Pró-família”, explicou João Batista.

 

Em sua proposição, o deputado deixa claro que o aumento sugerido deve acontecer nos casos de calamidade pública ou em situação de emergência declarada com objetivo de proteger a inviolabilidade do direito à vida e à saúde. Para garantir o “fiel pagamento” do benefício, o parlamentar autoriza a abertura de créditos suplementares pelo Governo do Estado.

 

“Não podemos esquecer que as camadas mais pobres da população são as mais vulneráveis e as mais atingidas, o que nos faz buscar ações emergenciais junto ao Governo, para minimizar os eventuais efeitos dessa crise. Precisamos mudar nossas prioridades e dar mais oportunidades a outras, como é o caso do programa Pró- Família”, finalizou o deputado.

 

Pró-família

O programa do Governo do Estado promove a melhoria das condições de vida das famílias com maior grau de vulnerabilidade social por meio da oferta de um conjunto de ações intersetoriais planejadas, levando em conta a necessidade de cada família e as especificidades do território onde ela reside.

 

O dinheiro fornecido às famílias por meio do Pró-Família é para a compra exclusiva de alimentação. Em articulação com outras secretarias estaduais, poder público municipal e parceiros, o programa trabalha com o desenvolvimento social com as famílias para superação da vulnerabilidades e redução das desigualdades.

 


Redacao20 de março de 2020
images-43.jpeg

2min00

Em Cuiabá, 42 estabelecimentos já foram notificados durante fiscalição do preço de produtos de higiene relacionados a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) – como álcool em gel, luvas e máscaras – vendidos em farmácias, drogarias e papelaria, até hoje (19). Deles, três foram multados por elevação de preço sem justa causa.

A ação é uma das medidas estabelecidas em decreto publicado pela Prefeitura Municipal nesta semana, com objetivo de criar formas de prevenção do vírus. De acordo com o documento, a alta pode ser considerada “abuso do poder econômico”.

Todos os estabelecimento visitados estão sendo notificados e os responsáveis têm 24 horas para apresentar as notas fiscais de compra e venda de insumos de proteção contra o corona vírus. Em caso de descumprimento, o local pode ser multada.

Segundo o Código de Defesa do Consumidor, a penalidade para esses casos varia de R$ 1 mil a R$ 3 milhões. Além disso, o Procon pode até determinar a interdição do estabelecimento e apreender produtos. Como medida preventiva, reuniões constantes são realizadas para monitorar a situação.

Como denunciar?

A recomendação é que os consumidores auxiliem os fiscais e denunciem irregularidades ou abuso de preços nos estabelecimentos da capital. As reclamações podem ser feitas pela internet por meio do aplicativo do Procon disponível em android ou IOS e também pelo telefone (65) 3641-6400.

 

Fonte: RD News

Foto Reprodução

 


Redacao19 de março de 2020
Screenshot_20200319-115547_Facebook.jpg

2min00

Enfermeiros do centro cirúrgico do Hospital Geral Universitário de Cuiabá, o HGU, fizeram uma foto para pedir aos cuiabanos que fiquem em casa como forma de proteção ao novo coronavírus (COVID-19). “Nós estamos aqui por você. Por favor fique em casa por nós”. É a mensagem repassada pelos profissionais. A foto foi publicada, nesta quinta (19), no Instagram da unidade hospitalar.

 

A foto segue a tendência de pedidos de médicos e enfermeiros de hospitais ao redor do mundo. O #fiqueemcasa é uma campanha internacional.

Na publicação, o HGU afirma que ficar em casa “é o melhor remédio neste momento de pandemia”. “Na dúvida, fique em casa. Se você pode, fique em casa. A sua casa é o lugar mais seguro para todos”.

 

O isolamento domiciliar tem sido visto como a melhor estratégia para evitar contágio. Países como Taiwan e Coréia do Sul, que tem menos de 100 e mais de 8 mil casos confirmados, respectivamente, e são vizinhos a China onde foi o epicentro da epidemia de coronavírus, tem números baixíssimos de infecção, após fechar aeroportos e determinar distanciamento social. Estes países estão sendo vistos como exemplos no combate ao vírus.

 

O próprio HGU também determinou medidas de prevenção. Visitas em enfermarias e UTIs coronárias, gerais e neonatais só são permitidas por uma hora por dia. Visitas dos avós estão suspensas a ala dos recém-nascidos, e somente um acompanhante adulto é permitido a permanência. Visitas a áreas de isolamento estão proibidas visitas.

 

Fonte RD News

Foto Reprodução


Redacao14 de março de 2020
Screenshot_20200314-182154_Facebook.jpg

6min00

Com 58,5 mil metros quadrados somente de área construída, o novo hospital Júlio Müller, em Cuiabá, será um dos maiores hospitais universitários do Brasil. A unidade mantém a concepção de hospital-escola e a obra está sendo retomada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), após ser paralisada em 2014.

O edital de licitação para retomada das obras foi lançado em fevereiro e segue aberto para o recebimento de propostas. O projeto, que foi elaborado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e analisado pela Sinfra, prevê a construção de oito blocos para atender as áreas assistenciais, de internação, nutrição, administrativa, entre outras.

Ao todo, serão 228 leitos de internação, 68 leitos de repouso e 63 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), sendo 25 para adultos, 18 voltados a atender crianças (pediátrico) e 20 para recém-nascidos (neonatal). O hospital contará ainda com 12 centro cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame, 21 para banco de sangue e triagem e outras 53 salas administrativas.

De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a obra será licitada na modalidade RCDI (Regime Diferenciado de Contratação Integrada), em que a empresa ou consórcio vencedor da concorrência ficará responsável pela elaboração tanto do projeto básico, quanto pela execução pela obra.

O projeto deverá ser atualizado para atender as legislações específicas de um hospital-escola.  “A empresa que vencer a licitação terá que fazer todas as adequações do projeto de acordo com as normativas atuais, uma vez que essa obra foi licitada em 2012 e hoje as legislações para construção e para hospital são diferentes”, esclareceu.

O edital de licitação traz ainda o instrumento de “orçamento sigiloso”, na qual o valor estimado da obra será revelado somente e imediatamente no encerramento da licitação e abertura das propostas, que está marcada para o dia 13 de abril. Vencerá quem comprovar habilitação técnica (compatível com o objeto licitado) e menor preço.

“A técnica representa 50% da avaliação, como forma de valorizar a experiência que a empresa tem, qualidade e capacidade de execução, a fim de evitar que uma empresa que não tem expertise nesse tipo de obra especifica apresente um menor preço, mas não saiba fazer e não dê conta de fazer e abandone a obra”, disse.

Empresas interessadas

Segundo o superintendente e Gestão de Obras Especiais da Sinfra, Edson Brasil, diversas empresas já demonstraram interesse no edital de licitação e algumas já agendaram visita técnica ao local da obra.  “A visita não é obrigatória, mas pela circunstância da obra, que já foi iniciada, a empresa retomaria uma obra paralisada há muitos anos. Então, é praticamente indispensável para a empresa que ela conheça a estrutura da obra”, explicou.

Uma vez que a empresa vencedora for conhecida, ela terá o prazo de 12 meses para revisão de todos os projetos e mais 36 meses para conclusão da obra. Apesar do prazo para atualização dos projetos, a empresa não fica impedida de iniciar as frentes de trabalho.

Histórico

As obras do novo Hospital Universitário Júlio Muller começaram em 2012, após, em 2011, o Governo do Estado firmar convênio com UFMT. O consórcio Normandia – Phoenix- Edeme, formado pelas empresas Normandia Engenharia Ltda. Construtora e Incorporadora Phoenix Ltda. e Edeme Construções Civis e Planejamento Ltda., venceu a licitação e assumiu a obra.

Em 2014, ano previsto para a sua conclusão, os serviços foram paralisados e, posteriormente, o contrato foi rescindido pelo não cumprimento do cronograma. Apenas 9% do projeto foi executado.

Em 2012, o investimento previsto era de R$ 116,5 milhões, metade recursos estaduais e metade recursos federais (bancados pelo Ministério da Educação – MEC).  Para a retomada das obras, R$ 96 milhões (recursos federais) já estão assegurados.

O complexo está localizado no km 16 da rodovia Palmiro Paes de Barros, entre a Capital e Santo Antônio de Leverger (32 km de Cuiabá). À época, a área foi doada pelo governo estadual para a construção do Campus II da UFMT, onde também seria instalado o novo prédio da Faculdade de Medicina, cuja a edificação foi concluída.