Categoria: Destaques

Redacao11 de dezembro de 2019
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4min00

A segunda mulher de Mato Grosso a ocupar cadeira no Senado, Selma Arruda (Pode) se torna a primeira senadora cassada da história do Estado.

Por seis votos a um, os ministros do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) confirmaram a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) de cassar o mandato da juíza aposentada e de sua chapa, de forma imediata, composta pelo 1º suplente Gilberto Possamai e 2ª suplente Clerie Fabiana Mendes, ambos do PSL. Todos eles estão inelegíveis por 8 anos.

Acompanharam o voto do ministro relator Og Fernandes – proferido na sessão de terça (03) passada, os ministros Luis Felipe Salomão, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos e Luís Roberto Barroso e a presidente da Casa, ministra Rosa Weber. Apenas o ministro Edson Fachin votou pelo provimento do recurso.

Durante o julgamento, a questão do cumprimento da decisão gerou debate entre os ministros. O questionamento era se o afastamento já valeria imediatamente ou apenas após a publicação do acórdão – o que pode levar até meses. Por fim, ficou decidido que a decisão deve ser executada após o acórdão ser publicado.

Desta forma, após tal publicação, o presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM) deve ser notificado para realizar o afastamento de Selma. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) também será comunicado para a preparação e realização de eleições suplementares em até 90 dias.

Voto do relator

Na semana passada, quando o pleno do TSE deu início ao julgamento do recurso interposto por Selma, Og Fernandes, em seu voto, julgou que Selma cometeu crime de caixa 2 e abuso do poder econômico, principalmente, em razão do empréstimo de R$ 1,5 milhão feito junto a seu suplente Beto Possamai.

Senadora eleita com maior número de votos, a juíza aposentada recebeu 678.542 mil votos, conquistados sob o massivo efeito Bolsonaro e pela imagem construída como “paladina da moralidade”.

Ainda no primeiro dia de julgamento, a defesa de Selma, durante sustentação oral feita pelo advogado Gustavo Bonini Guedes, utilizou da estratégia de enfatizar a trajetória jurídica da senadora, e afirmou que Selma só havia sido cassada por ter enfrentado o “sistema político”.

Votos

Os ministros dividiram a votação em duas partes. Na primeira levaram em consideração as preliminares e o mérito do processo, tendo cinco ministros votados seguindo de forma integral o ministro relator Og Fernandes.

O ministro Edson Fachin foi o único a discordar de alguns aspectos votados pelo relator. O ministro citou que faltou comprovação nos autos de que o valor obtido por Selma por meio de empréstimo junto a seu suplente Beto Possamai tenha sido utilizado para bancar gastos irregulares na campanha ou na pré-campanha.

Fachin também citou falta de comprovação de que os recursos pagos à empresa KGM do jornalista Kleber Lima – que foram feitos por meio de conta pessoal de Possamai e Selma – tenham sido realizados para trabalhos realizados durante a campanha. Em tese, o pagamento não poderia ter sido realizado de forma pessoal, e sim, por meio da conta de campanha.

Fonte: RD NEWS

Foto: Pedro França

 


Redacao10 de dezembro de 2019
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3min00

Sobre o aumento de 11% para 14% na alíquota de contribuição de servidores públicos, aprovado pelo Conselho de Previdência de Mato Grosso, presidido pelo Governador Mauro Mendes (DEM), o deputado estadual João Batista (Pros), em suas redes sociais, conclamou todos os servidores públicos para que: “estejam juntos na luta em defesa da manutenção dos direitos dos trabalhadores”.

O deputado alertou que a alteração afetará os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, além do Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.

“Estamos trabalhando aqui na ALMT juntamente com os demais parlamentares, na tentativa de amenizar os prejuízos que a minuta causará na previdência estadual. Precisamos do apoio e engajamento dos servidores de todas as categorias, que estejam juntos conosco nesta luta, não aceitaremos nenhum direito a menos”, destacou João Batista.

De acordo com o parlamentar que também é presidente da CPI da Previdência, a previsão é que o texto seja enviado ainda nesta semana, para a Assembleia Legislativa. “Acho desnecessário o governo encaminhar essa proposta agora. Não precisava trazer esse estresse para o servidor no fim de ano, ele já está com o salário pago atrasado, sem a recomposição e mais essa dor de cabeça neste momento delicado”, defende o parlamentar.

João Batista ainda julga como “muito radical” a reforma da previdência estadual que o governo apresentou. “A questão da idade para aposentar, tempo de contribuição. São vários pontos em que devemos mexer, mas primeiro estamos trabalhando junto com o funcionalismo para a gente poder dizer em que parte a gente vai intervir”, adianta.

“O Fórum Sindical tem feito reuniões periódicas e está fazendo um estudo para apresentar sugestões e flexibilizar essa proposta do governo. Nós vamos ouvir o servidor para ver o que o contempla para fazermos nossas proposições”, completa João Batista.


Redacao10 de dezembro de 2019
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2min00

O conselheiro Guilherme Maluf, que assume a presidência do TCE-MT no próximo dia 16, vai julgar um processo em que o velho aliado político e quase sócio na vida privada, ex-deputado Pedro Henry, enquanto secretário de Saúde do Estado, é apontado como um dos responsáveis por superfaturar milhões de reais em contratos com OSS para a gestão de serviços de saúde.

Ao ser definido como relator do processo de Tomada de Contas Especial, que julgou irregulares as contas do Fundo Estadual de Saúde do exercício 2011 e, a partir de novos dados, detectou sobrepreço na época de Henry, Maluf deveria se dar por suspeito.

Mas não se manifestou dessa forma. Mantém-se como relator e deu prazo de 15 dias para os implicados apresentar defesa.

Até início deste ano, Maluf e Henry tinham relações políticas e empresariais quase “umbilicais”. Militaram juntos no PSDB e fizeram “dobradinhas” eleitorais. Se reuniam quase toda semana. Para se ter ideia, Henry e a esposa Ivanilda Santos têm uma empresa, a Hiperbárica, atuando dentro do Hospital Santa Rosa, que pertence à família de Maluf.

 

Fonte: Blog do Romilson/RD NEWS


Redacao10 de dezembro de 2019
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10min00

O ex-deputado federal Júlio Campos (DEM) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que seja reconhecida a prescrição do crime de homicídio qualificado ao qual responde pelas mortes do geólogo Nicolau Ladislau Eryin Haralyi e do empresário Antônio Ribeiro Filho, ocorridas em 2004. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reconheceu, em outubro, a prescrição possibilidade de punição em relação ao crime de organização criminosa.

Nicolau foi morto em São Paulo em de julho de 2004 e Antônio, em 05 de agosto do mesmo ano, no Guarujá. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os assassinatos teriam sido cometidos para impedir que Antônio impugnasse a falsificação do contrato da empresa Agropastoril Cedrobom Ltda, que foi vendida pelo empresário ao político.

A tese do MPF é que as mortes foram encomendadas por Júlio, que “chefiava quadrilha responsável por estes e outros delitos”. Segundo o MPF, o caso está relacionado a disputa por uma área de 87 mil hectares. Conforme as investigações, Antônio vendeu à Julio a área da Agropastoril Cedrobom, em Mato Grosso, e que teria em seus domínios jazidas de pedras preciosas.

O político teria registrado o negócio em nome de dois funcionários justificando que estava com o nome sujo e com problemas na Justiça. O MPF afirma que as mortes teriam ocorrido para ocultar o esquema ilegal de registro da propriedade em nome de “laranjas”.

Júlio foi denunciado pelo MPF ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 23 de janeiro de 2013 porque ocupava o cargo de deputado federal e tinha foro privilegiado.

Nelson Barbosa de Oliveira, Ezaquiel Leite Furtado, Eduardo Minare Higa, Alberto Aparecido Roberto Nogueira e Valdenira Carloto de Alencar também respondem no TJSP pelas mortes dos dois. Com exceção de Alberto e Valdenira, os demais foram condenados pelo Tribunal do Júri em março de 2015. Esses dois foram “pronunciados”, ou seja, devem ser julgados também pelo Tribunal do Júri.

No STF, o inquérito teve quatro andamentos significativos, segundo registrou o desembargador Edison Brandão no voto que reconheceu a prescrição do crime de organização criminosa em 28 de outubro.

Brandão relatou que em 2 de março de 2013, foi determinado o desmembramento do inquérito em relação aos acusados que não tinham foro privilegiado. A defesa pediu que a tramitação fosse reunida a outro inquérito, que apurava a suposta alteração contratual fraudulenta e o processo foi encaminhado ao MPF em 22 daquele mês. Em dezembro, os pedidos foram negados e a defesa do político entrou com recursos que só foram julgados em abril de 2015.

À época Júlio teve o mandato de deputado federal cassado e no julgamento dos recursos o caso foi enviado à 1ª instância. O juiz que recebeu o inquérito detectou que a denúncia ainda sequer havia sido recebida. Foi pedido parecer do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que ratificou a denúncia do MPF, que foi recebida em 29 de julho de 2015. O MPSP ainda fez aditamento em maio de 2017 para incluir outros dois réus no inquérito.

O MPSP destacou que um despacho do STF de 2 de fevereiro de 2013 determinou, após o oferecimento da denúncia, “o prosseguimento dos atos processuais, de modo que o Estado não se quedou inerte diante do caso em tela”.

“E, ainda que assim não fosse, diante do pleito de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, a autoridade impetrada pontuou que, com a pronúncia dos corréus Alberto e Valdenira em outro processo (desmembramento) em 27 de janeiro de 2014, houve interrupção do lapso temporal, nos termos do §1º, do art. 117, do Código Penal. Ademais, em razão da condenação dos outros corréus, operou-se nova interrupção na data de 19 de março de 2015”, destacou o desembargador Edison Brandão.

O crime de homicídio qualificado tem prazo de prescrição em 20 anos, enquanto associação criminosa prescreve em oito anos. Como Júlio completou 70 anos em dezembro de 2016 os prazos foram reduzidos pela metade, sendo 10 anos e quatro anos, respectivamente.

“Sendo assim, em relação aos crimes de homicídio qualificado, não transcorreu lapso temporal superior a 10 anos entre as datas dos fatos (20 de julho de 2004 e 05 de agosto de 2004) e a pronúncia dos corréus Alberto e Valdenira (27 de janeiro de 2014). E, com a condenação dos corréus Nelson, Ezaquiel e Eduardo, operou-se nova interrupção em 19.03.2015”, registrou o magistrado.

Depois da decisão, a defesa de Júlio entrou com recurso ordinário no TJSP, que foi encaminhado ao STJ em 5 de dezembro. O pedido de prescrição foi distribuído ao ministro Joel Ilan Paciornik, da 5ª Turma do STJ.

“Inquérito é sacanagem”

De acordo com o portal de notícias RD NEWS, o advogado Paulo Fabrinny Medeiros defendeu que a prescrição para todos os crimes teria ocorrido em 5 de agosto de 2014. Isso porque o entendimento é que a prescrição seria reduzida pela metade para crime de homicídio qualificado, ou seja, 10 anos depois do segundo assassinato, e que não haveria interrupção com a condenação dos demais acusados em outros processos porque “as causas não se comunicam”.

Fabrinny ainda destacou que o inquérito movido contra o político “é uma baita sacanagem”. A defesa alega que o geólogo Nicolau nunca teve quaisquer negócios em Mato Grosso, mas sim em Mato Grosso do Sul. Os crimes estariam relacionados a uma disputa naquele Estado.

Júlio tinha, de fato, negócios com Antônio Ribeiro Filho, mas que nunca teria havido quaisquer desavenças a esse ponto. A área do inquérito está localizada dentro de um parque, que era estadual e foi tornado federal, o que impossibilitaria qualquer tipo de exploração, não justificando o suposto interesse e o conflito citados pelo MPF.

O advogado destacou que os executores eram todos ex-policiais de Mato Grosso do Sul e que isso indicaria ligação com negócios mantidos por Nicolau e Ribeiro naquele Estado.

“Os dois eram detentores de direito de lavra de minério de ferro, mas a terra não era deles, e havia conflito com o proprietário da terra. A única ligação é que os dois assassinatos teriam sido cometidos com a mesma arma”, disse Fabrinny.

“Não tinha desavença. Quando o Júlio ia a São Paulo ficava hospedado na casa do Ribeiro e quando ele vinha a Mato Grosso ficava na casa do Júlio. Ele tinha sido chefe de gabinete do Júlio quando ele foi governador, era uma pessoa de extrema confiança”, relembrou.

Uma suposta briga do Júlio com Ribeiro por uma terra vendida pelo empresário sem o consentimento do ex-deputado já havia sido resolvida por meio de um acordo extrajudicial mediada por um advogado de Brasília, segundo Fabrinny.

Fonte: RD NEWS


Redacao10 de dezembro de 2019
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4min00

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ação Cível Pública de Cuiabá, classificou como “diligências inúteis” a tentativa do conselheiro afastado do Tribunal de Contas (TCE), Sérgio Ricardo, em arrolar como testemunhas membros do Ministério Público de Mato Grosso. O caso versa sobre suposta compra de vagas na Corte de Contas.

Na ação, o Ministério Público descreve a atuação de uma organização criminosa instalada no alto escalão dos poderes Executivo e Legislativo de Mato Grosso e que é objeto de investigações iniciadas em 2014, na Operação Ararath. Entre as irregularidades já identificadas está a negociação de cadeiras no TCE-MT.

Entre os réus, além de Sérgio Ricardo, estão os ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa, de Alencar Soares Filho, Eder Moraes, Junior Mendonça, Humberto Bosaipo, José Riva e Leandro Valoes Soares.

Sérgio Ricardo indicou prova testemunhal, segundo argumentado, para provar “as irregularidades cometidas por membros do Ministério Público Estadual durante a tramitação do inquérito civil público”. Ele arrolou o promotor de Justiça Marco Aurélio Castro e a oficial de gabinete Luciana Cezar da Costa Rezende.

Ainda conforme argumento de Sérgio Ricardo, para comprovar suposto envolvimento dos promotores responsáveis pelas investigações do caso com Eder Moraes no chamado escândalo das cartas de crédito, houve indicação de Mauro Viveiros e Luiz Alberto Esteves Escalope, ambos procuradores de justiça, para oitiva como testemunhas.

Segundo o conselheiro afastado, Viveiros e Escalope estão envolvidos no chamado escândalo das cartas de crédito. O caso versa sobre possíveis irregularidades na emissão e pagamentos de cartas de crédito, no valor de R$ 7,9 milhões, a 47 membros do Ministério Público Estadual (MPE), no ano de 2009. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a 5ª etapa da Operação Ararath, deflagrada em maio de 2014, na casa do ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, onde foram encontrados documentos e planilhas detalhando pagamento.

Na decisão que negou as oitivas, Bruno D’Oliveira destacou que é dever do juiz indeferir as diligências inúteis ou meramente protelatórias. “Indefiro a oitiva das testemunhas Marco Aurélio Castro, Luciana Cezar da Costa Rezende, Mauro Viveiros e Luiz Alberto Esteves Escalope, arroladas pelo requerido Sérgio Ricardo de Almeida”, afirmou o magistrado.

As justificativas apresentadas referem-se a fatos que não são objeto de discussão nestes autos, tanto é que não compõem os pontos controvertidos fixados por ocasião da decisão saneadora. Em referida decisão, inclusive, restou anotado que tais fatos, são estranhos ao presente feito, e por isso não foram sequer conhecidos”, explicou o juiz.

Audiência

Bruno D’Oliveira Marques designou o dia 11 de março de 2020 para realização de audiência no processo. Algumas das testemunhas arroladas pela defesa são o senador Wellington Fagundes (PR) e os deputados estaduais Sebastião Rezende (PSC) e Wilson Santos (PSDB).

Por prerrogativa de foro, O senador Wellington Fagundes e os deputados estaduais Sebastião Rezende e Wilson Santos devem escolher uma data para suas atuações como testemunhas.

 

Fonte: Olhar Jurídico/Olhar Direto


Redacao10 de dezembro de 2019
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3min00

Os investigados na segunda fase da ‘Operação Porteira Aberta’, deflagrada nesta terça-feira (10), pela Polícia Federal, para combater um esquema envolvendo servidores públicos de fiscalização sanitária federal pela JBS Friboi, aponta que os investigados teriam recebido mais de R$ 6 milhões em pagamento de propina. Indivualmente, os alvos chegavam a receber até R$ 25 mil cada.Conforme as informações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF/MT), os mandados 15 mandados de busca e apreensão são cumpridos nas seguintes cidades: Anápolis/GO, Campo Grande/MS, Cassilândia/MS, Barra do Garças/MT, Confresa/MT, Cuiabá/MT, Diamantino/MT, Pedra Preta/MT, Vila Rica/MT, São José dos Quatro Marcos/MT, Água Boa/MT, Matupá/MT e Ponta Porã/MS.

A segunda fase é resultado da análise dos dados bancários dos investigados, dos documentos contábeis apreendidos durante a deflagração da primeira fase (15/06/2018), os quais apontaram o pagamento de R$ 1.860.700,00 em propina apenas na unidade de Barra do Garças/MT, além da celebração de 11 acordos de colaboração premiadas entre o Ministério Público Federal e Polícia Federal com os prepostos da empresa responsáveis pela operacionalização dos pagamentos.

Os colaboradores afirmaram que houve o pagamento de, no mínimo, R$ 6.092.200 em propinas aos agentes públicos envolvidos. Elas variavam de R$ 5 mil a R$ 25 mil mensais, que perduraram até o início de 2017, cessando com a deflagração da Operação Carne Fraca.

São alvos da operação os Fiscais Federais Agropecuários e os médicos veterinários conveniados ao SIF que atuavam na fiscalização das plantas industriais da empresa localizadas nos referidos municípios. Os investigados irão responder por corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa, podendo pegar até 20 anos de prisão.

A operação foi denominada ‘Porteira Aberta’, tendo em vista a ausência de controle dos animais e falta de inspeção dos fiscais sanitários, que permitia que o gado fosse abatido indiscriminadamente, sem qualquer empecilho.

Fonte: Olhar Direto

Foto: Reprodução


Redacao9 de dezembro de 2019
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6min00

A proposta de reforma da Previdência do estado deve chegar à Assembleia Legislativa nos próximos dias. Desde já, parlamentares discutem o texto elaborado pelo governo em comissões e junto aos servidores públicos, além de defenderem mudanças no projeto elaborado pelo Executivo estadual.

O presidente da CPI da Previdência da Assembleia, deputado estadual João Batista (Pros), avalia que não haverá tempo hábil para votar a proposta em 2019. “Acho desnecessário o governo encaminhar essa proposta agora. Não precisava trazer esse estresse para o servidor no fim de ano, ele já está com o salário pago atrasado, sem a recomposição”, defende o parlamentar.

O deputado João Batista ainda julga como “muito radical” a reforma que o governo apresentou. “A questão da idade para aposentar, tempo de contribuição. São vários pontos em que devemos mexer, mas primeiro estamos trabalhando junto com o funcionalismo para a gente poder dizer em que parte a gente vai intervir”, adianta. “O Fórum Sindical tem feito reuniões periódicas e está fazendo um estudo para apresentar sugestões e flexibilizar essa proposta do governo. Nós vamos ouvir o servidor para ver o que o contempla para fazermos nossas proposições”, completa João Batista.

O coordenador do Fórum Sindical de Mato Grosso e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves, também critica a “pressa” do governo para apresentação da matéria. Ele lembra que ainda está sendo discutida na Câmara Federal uma proposta de emenda à Constituição, conhecida como PEC Paralela da Previdência, sobre a adesão dos estados, Distrito Federal e municípios ao regime estabelecido para os servidores federais.

“Queremos ganhar mais tempo para a gente poder orientar melhor a base, apreciar melhor a matéria e ver se há alguma brecha pra gente poder minimizar os grandes prejuízos na vida funcional do trabalhador na hora de se aposentar”, argumenta Oscarlino Alves. Ele acredita também que Mato Grosso pode encontrar outras saídas para cobrir os custos da previdência, como um eventual aumento de arrecadação por meio de taxação de produtos primários.

Proposta – O analista do Mato Grosso Previdência (MT Prev) Bruno Martins adianta que o objetivo do governo é fazer a reforma de modo que os servidores estaduais tenham as mesmas regras de aposentadoria dos servidores federais. “O grande cerne da proposta é estar aplicando literalmente as regras que estão sendo estabelecidas para o servidor federal”, resume Bruno Martins.

Pelo texto promulgado pelo Senado em novembro, mulheres podem se aposentar aos 62 anos, já os homens aos 65 anos. Ambos precisam ter o mínimo de 25 anos de contribuição, dez anos no serviço público e cinco anos no mesmo cargo. Bruno Martins explica também que as regras de transição propostas pelo estado são as mesmas. O servidor federal poderá optar, nos casos previstos, pelo sistema de pontos ou por pagar pedágio sobre o tempo de contribuição que faltaria caso as regras não tivessem mudado.]

Profissionais da segurança pública – O deputado Elizeu Nascimento (DC), presidente da Comissão de Segurança da Assembleia, também tem se reunido com representantes de diferentes categorias da segurança do estado para discutir a proposta de reforma da Previdência. De acordo com o parlamentar, a principal reinvindicação é para que todos os servidores da segurança pública tenham regras especiais, que já estão garantidas para membros do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.

“Quantos policias já perderam suas vidas, policiais penais, civis. As forças de segurança pública esperam do estado um pouco de sensibilidade”, frisa Elizeu Nascimento. No entanto, ele relata que há resistência do governo em dar regras especiais para os servidores de outras forças da segurança pública.

Antes de chegar à Assembleia, a proposta do Executivo estadual ainda passará pelo Conselho Estadual de Previdência, colegiado composto por chefes dos poderes e por representantes dos segurados dos diferentes poderes.

*Com colaboração da TV Assembleia       


Redacao9 de dezembro de 2019
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2min00

Se aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o projeto de Lei Orçamentária (LOA) de 2020, prevê a destinação de R$ 109 milhões para o Sistema Penitenciário. No projeto, o governador Mauro Mendes (DEM) define que serão investidos pouco mais de R$ 17 milhões que compreenderá a construção, ampliação e reformas de 14 unidades prisionais no Estado.

No orçamento total da LOA 2020, está previsto R$ 3,4 bilhões, a maior receita já aplicada na área de Segurança Pública em Mato Grosso, o valor de R$ 39,7 milhões está previsto para investimentos, 98% maior do que foi investido este ano: R$ 19,9 milhões.

A Lei Orçamentária também prevê que, apesar da perspectiva de maior volume na receita para a área, a maior parte do valor será destinado para pagar o “custo com pessoal”, R$ 2,9 bilhões, o valor é R$ 500 milhões maior que o deste ano (R$ 2,4 bilhões).

No comparativo com o segundo ano de gestão de Pedro Taques (PSDB), que leva em consideração a peça elaborada pelo governo, para a segurança foram destinados R$ 2,1 bilhões.

O valor significou um incremento de 60% nas receitas da pasta, que em 2015 –  quando o orçamento (R$ 1,3 bilhão) ainda definido pelo ex-governador Silval Barbosa.

Mauro por sua vez, aumentou esse investimento em 61% na comparação com o segundo ano de gestão de Taques, o que na prática significa um incremento de R$ 1,3 bilhão.


Redacao9 de dezembro de 2019
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1min00

Em Operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Federal resultou em uma apreensão de 310 kg de entorpecente na forma de pasta base e cloridrato de cocaína, a ação aconteceu na última sexta feira (06).

A droga estava em um fundo falso de um caminhão do tipo baú, que foi abordado em uma estrada no município de Gaúcha do Norte/MT, o veículo de carga foi parado juntamente com uma caminhonete que seguia a sua frente, nos dois veículos estavam quatro pessoas.

As investigações realizadas entre as forças indicam que o entorpecente saiu da região de Comodoro /MT e seria levada para o estado de Goiás.

A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Federal de Rondonópolis./MT.


Redacao9 de dezembro de 2019
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3min00

Um grande número de pessoas participaram de uma carreata denominada “Fora Paletó”, exigindo o afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). Além da mobilização que reuniu centenas de veículos, os manifestantes posicionaram-se contra a cassação do vereador de oposição Abilio Junior (PSC), que responde um processo de político na Comissão de Ética da Câmara Municipal.

Se cassado, Abilio Junior ficará inelegível durante 8 anos. Segundo os manifestantes, esta é a estratégia do prefeito Emanuel Pinheiro, cuja administração tem sido fiscalizada sem trégua por Abilio, juntamente com mais cinco vereadores: Diego Guimarães, Dilemário Alencar, Felipe Wellaton, Lilo Pinheiro e Wilson Kero Kero.

A carreata tamém cobra a retomada da CPI do Paletó. Durante o ato, os manifestantes gritavam “Fora prefeito corrupto, fora paletó’ e uma estátua do ‘Emanuel do Paletó’ virou atração na Praça das Bandeiras.

Na última semana a grave denúncia da servidora do Hospital São Benedito, Elizabete Maria, na Comissão de Ética e posteriormente na Delegacia Fazendária (Defaz), resultou na abertura de inquérito policial para investigar Emanuel Pinheiro. Segundo a denunciante, o prefeito esteve numa festa na casa do vereador Juca do Guaraná, onde teria entregue para alguns vereadores presentes, R$ 50 mil reais em troca do voto deles na Câmara apara cassar o mandato de Abilio Junior.

 

Com informações do portal: Caldeirão Político

Foto: Reprodução internet