Categoria: Brasil

Redacao7 de dezembro de 2019
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Um apostador em Sorriso (a 420 km de Cuiabá) está entre os 4 ganhadores do prêmio principal do concurso 1900 da Lotofácil, sorteado na noite desta sexta (6), em São Paulo. Cada um ganhará R$ 1, 6 milhão. Os demais são do Rio de Janeiro, Vitória (ES) e Angra dos Reis (RJ).

Eles acertaram as dezenas 01, 05, 06, 07,08, 10, 11, 12, 13, 16, 17, 18, 19, 22 e 25.  Houve 429 apostadores que acertaram 14 dezenas e cada um receberá R$ 3 mil. No concurso anterior da Lotofácil não houve ganhador nas 15 dezenas e o prêmio acumulou para esta sexta-feira.

Em setembro, um apostador em Sorriso foi o único vencedor da Mega-Sena. Ele acertou as seis dezenas e ganhou R$ 43,2 milhões.


Redacao7 de dezembro de 2019
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1min00

Nesta sexta-feira (6), o Presidente Bolsonaro esteve presente à formatura dos novos Aspirantes da FAB, na Academia da Força Aérea Brasileira, em Pirassununga/SP.

Durante a cerimônia militar, caiu uma forte chuva que obrigou todos os presentes a se abrigarem.

Um deles, ao contrário, foi para a chuva demonstrar igualdade de condições com os formandos: Bolsonaro.

No meio militar, quando um líder se expõe às adversidades do tempo, serve de exemplo por estar dividindo com os liderados as mesmas condições.

Bolsonaro é o líder que lidera pelo exemplo.

Em silêncio, todos os recentes admiraram a sua conduta, que retumbou no coração de todos que presenciaram tal exemplo.

 


Redacao23 de novembro de 2019
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O corpo de Gugu Liberato, morto na sexta-feira (22) nos Estados Unidos, deverá chegar ao Brasil até quinta-feira (28), informou neste sábado (23) a assessoria de imprensa do apresentador.

Um dos maiores nomes da TV brasileira, Gugu estava internado desde quarta-feira (20) em um hospital da cidade de Orlando, depois de sofrer uma queda em casa e bater a cabeça.

De acordo com a assessoria, o velório do apresentador será aberto ao público que tanto o prestigiou. A família de Gugu analisa o convite feito pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para que a despedida seja feita num salão dentro do prédio.

“A probabilidade maior é de que o corpo chegue entre quarta e quinta, sendo mais provável na quinta”, informou a assessoria.

Ainda de acordo com a assessoria, a equipe médica americana informou que a doação dos órgãos de Gugu poderá beneficiar até 50 pessoas.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), decretou neste sábado luto oficial de três dias em homenagem ao apresentador. O decreto do luto será publicado na edição de terça-feira (26) do Diário Oficial do Estado.

A morte encefálica do apresentador foi confirmada pelo médico Guilherme Lepski, neurocirurgião brasileiro chamado pela família, segundo comunicado Lepski chegou a Orlando nesta sexta.

Ele disse que Gugu voltou de viagem à Ásia na própria quarta. Ao subir ao sótão, para verificar o ar-condicionado, pisou em uma área feita de gesso (drywall) e caiu no chão da cozinha, de uma altura de quatro metros. Com a queda, bateu a cabeça e sofreu uma fratura na têmpora direita.

Doador de órgãos

Um dos motivos para a demora no traslado é que, segundo a família, Gugu expressou em vida o desejo de ser doador de órgãos. Só depois desse processo que o corpo será levado para o Brasil.

“Gugu sempre refletiu sobre os verdadeiros valores da vida e o quão frágil ela se revela. Sua partida nos deixa sem chão, mas reforça nossa certeza de que ele viveu plenamente”. Diz trecho da nota divulgada pela assessoria nesta sexta-feira (22).


Redacao23 de novembro de 2019
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8min00

O apresentador da RECORD TV, Gugu Liberato teve morte cerebral confirmada nesta sexta-feira (22), pela equipe de médicos neurologistas que acompanhavam sua internação desde quarta-feira (20), no hospital Orlando Health Medical Center, na cidade de Orlando nos Estados Unidos.

Segundo informação divulgada em nota pela família do apresentador, Gugu sofreu uma queda acidental de uma altura de cerca de quatro metros quando fazia um reparo no ar condicionado instalado no sótão de sua residência.

A confirmação da morte via boletim médico só veio após familiares do apresentador terem viajado do Brasil até o hospital no qual ele estava internado e permanecia em observação.

Diversos artistas e personalidades brasileiras usaram suas redes sociais para prestar homenagens ao apresentador.

Rodrigo Faro lamentou a morte do amigo e companheiro de emissora: “Descansa em paz meu amigo, minha referência…Obrigado por ter me dado o privilégio de ter convivido, aprendido com você durante mais de 30 anos…Quantos momentos especiais vivemos juntos…Momentos lindos e emocionantes como nesse dia…Nunca vou esquecer tudo o que você fez por mim…Você é grande meu irmão!!!!Vai em paz!!!!Que Deus te guarde!!!!”

William Bonner divulgou a morte do apresentador durante o Jornal Nacional desta sexta-feira, 22: “Toda nossa solidariedade aos parentes de Gugu Liberato. Uma notícia muito triste”.

Ana Hickmann se emocionou: “Eu conheci o Gugu há mais ou menos 15 anos. Ele sempre foi um ser humano incrível, doce, educado e amável. Um grande comunicador. Uma referência para mim. Juro que não sei o que dizer.”

“Vá em paz, querido Gugu. Triste como amigo, admirador, colega, telespectador. O Brasil perde um comunicador que escreveu capítulos importantes na TV brasileira”, lamentou Luciano Huck.

“Não tive a oportunidade de conhecê-lo, mas não há como não se comover com essa tragédia”, escreveu Fátima Bernardes.

Wanessa Camargo, filha de Zezé Di Camargo, agradeceu as chances dadas pelo apresentador: “Gugu abriu tantas vezes a porta pra mim quando muitos resistiam. Para toda a minha família também.”

A apresentadora Angélica postou um vídeo em que aparece ao lado do apresentador no passado: “Meu Deus… Quantos momentos lindos juntos, querido Gugu Liberato… Sempre tão carinhoso e amigo. Você faz parte da minha história e da história da TV brasileira. Estou devastada”.

“Hoje o Brasil está de luto pois perde uma pessoa que faz parte da história da nossa TV e das nossas vidas”, afirmou Márcio Garcia.

“Toda força e solidariedade à família de Gugu Liberato, um dos maiores apresentadores da televisão brasileira”, escreveu o youtuber Felipe Neto.

Confira a nota oficial divulgada pela assessoria de imprensa de Gugu:

“NOTA DE FALECIMENTO

Este é um momento que jamais imaginamos viver. Com profunda tristeza, familiares comunicam o falecimento do pai, irmão, filho, amigo, empresário, jornalista e apresentador Antônio Augusto Moraes Liberato (Gugu Liberato), aos 60 anos, em Orlando, Florida, Estados Unidos.

Nosso Gugu sempre viveu de maneira simples e alegre, cercado por seus familiares e extremamente dedicado aos filhos. E assim foi até o final da vida, ocorrida após um acidente caseiro.

Ele sofreu uma queda acidental de uma altura de cerca de quatro metros quando fazia um reparo no ar condicionado instalado no sótão. Foi prontamente socorrido pela equipe de resgate e admitido no Orlando Health Medical Center, onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva, acompanhado pela equipe médica local.

Na admissão deu entrada em escala de *Glasgow de 3 e os exames iniciais constataram sangramento intracraniano. Em virtude da gravidade neurológica, não foi indicado qualquer procedimento cirúrgico. Durante o período de observação foi constatada a ausência de atividade cerebral. A morte encefálica foi confirmada pelo Prof. Dr. Guilherme Lepski, neurocirurgião brasileiro chamado pela família, que após ver as imagens dos exames em detalhes, confirmou a irreversibilidade do quadro clínico diante de sua mãe Maria do Céu, dos irmãos Amandio Augusto e Aparecida Liberato, e da mãe de seus filhos, Rose Miriam Di Matteo.

Ainda não temos detalhes sobre o traslado para o Brasil. Informações sobre velório e sepultamento serão passadas assim que tudo estiver definido.

Ele deixa três filhos, João Augusto de 18 anos e as gêmeas Marina e Sophia de 15 anos.

Atendendo a uma vontade dele, a família autorizou a doação de todos os órgãos.

Gugu sempre refletiu sobre os verdadeiros valores da vida e o quão frágil ela se revela. Sua partida nos deixa sem chão, mas reforça nossa certeza de que ele viveu plenamente. Fica a saudade, ficam as lembranças – que são muitas – e a certeza que Deus recebe agora um filho querido, e o céu ganha uma estrela que emana luz e paz.

Familiares e funcionários”


Jota Jota Nascimento25 de outubro de 2019
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28min00

 

ELE VOLTOU – No depoimento, que também foi gravado em vídeo, Valério reproduz o diálogo que teve com Ronan Maria Pinto, em que ele teria dito que apontaria Lula como o “cabeça da morte de Celso Daniel” (./.)

No fim da década de 90, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza começou a construir uma carreira que transformaria radicalmente sua vida e a de muitos políticos brasileiros nas duas décadas seguintes. Ele aprimorou um método que permitia a governantes desviar recursos públicos para alimentar caixas eleitorais sem deixar rastros muito visíveis. Ao assumir a Presidência da República, em 2003, o PT assumiu a patente do esquema. Propina, pagamentos e recebimentos ilegais, gastos secretos e até despesas pessoais do ex-presidente Lula — tudo passava pela mão e pelo caixa do empresário. Durante anos, o partido subornou parlamentares no Congresso com dinheiro subtraído do Banco do Brasil, o que deu origem ao escândalo que ficou conhecido como mensalão e levou catorze figurões para a cadeia, incluindo o próprio Marcos Valério. Desde então, o empresário é um espectro que, a cada aparição, provoca calafrios nos petistas. Em 2012, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) já o condenara como operador do mensalão, Valério emitiu os primeiros sinais de que estaria disposto a contar segredos que podiam comprometer gente graúda do partido em crimes muito mais graves. Prometia revelar, por exemplo, o suposto envolvimento de Lula com a morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André, executado a tiros depois de um misterioso sequestro, em 2002.

AVALISTA – Lula foi informado sobre o pagamento ao chantagista

AVALISTA – Lula foi informado sobre o pagamento ao chantagista (Ricardo Stuckert/PT)

Na época, as autoridades desconfiaram que a história era uma manobra diversionista. Mesmo depois, o empresário pouco acrescentou ao que já se sabia sobre o caso. Recentemente, no entanto, Valério resolveu contar tudo o que viu, ouviu e fez durante uma ação deflagrada para blindar Lula e o PT das investigações sobre o assassinato de Celso Daniel. Em um depoimento ao Ministério Público de São Paulo, prestado no Departamento de Investigação de Homicídios de Minas Gerais, a que VEJA teve acesso, o operador do mensalão declarou que Lula e outros petistas graduados foram chantageados por um empresário de Santo André que ameaçava implicá-los na morte de Celso Daniel. Mais: disse ter ouvido desse empresário que o ex-presidente foi o mandante do assassinato. Até hoje, a morte do prefeito é vista como um crime comum, sem motivação política, conforme conclusão da Polícia Civil. Apesar disso, o promotor Roberto Wider Filho, por considerar graves as informações colhidas, encaminhou o depoimento de Valério ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, que o anexou a uma investigação sigilosa que está em curso.

CRIME POLÍTICO – Celso Daniel foi morto como queima de arquivo, em 2002

CRIME POLÍTICO – Celso Daniel foi morto como queima de arquivo, em 2002 (Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo)

No depoimento ao MP, também gravado em vídeo, Valério repetiu uma história que contou em 2018 ao então juiz Sergio Moro, envolvendo na trama praticamente todo o alto-comando petista — só que agora com mais detalhes e com Lula como personagem fundamental. A história começa, segundo ele, em 2003, quando Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula, convocou-o para uma reunião no Palácio do Planalto. No encontro, o anfitrião afirmou que o empresário Ronan Maria Pinto, que participava de um esquema de cobrança de propina na prefeitura de Santo André, ameaçava envolver a cúpula do Planalto no caso da morte de Celso Daniel. “Marcos, nós estamos com um problema. O Ronan está nos chantageando, a mim, ao presidente Lula e ao ministro José Dirceu, e preciso que você resolva”, teria dito Carvalho. “Ele precisa de um recurso, e eu quero que você procure o Silvio Pereira (ex-secretário-geral do PT)”, acrescentou. Valério conta que, antes de deixar o Palácio, tentou levantar mais informações sobre a história com o então ministro José Dirceu. “Zé, seguinte: o Gilberto está me pedindo para eu procurar o Silvio Pereira para resolver um problema do Ronan Maria Pinto. Disse que é uma chantagem”, narra Valério no depoimento. A resposta do então chefe da Casa Civil teria sido curta e grossa: “Vá e resolva”.

TESTEMUNHA – Luizinho revelou que a prefeitura era usada como caixa do PT

TESTEMUNHA – Luizinho revelou que a prefeitura era usada como caixa do PT (Bruno Santos/Folhapress)

Valério compreendeu que “resolver” significava comprar o silêncio do chantagista. No depoimento, ele relata que procurou o petista João Paulo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, a quem uma de suas agências de publicidade prestava serviços. Cunha, mais tarde condenado no mensalão, orientou-o a procurar o deputado Professor Luizinho, que tinha sido vereador em Santo André e, portanto, conhecia bem o problema. Segundo o empresário, Luizinho lhe confidenciou que Celso Daniel topou pagar com recursos da prefeitura a caravana de Lula pelo país, antes da eleição presidencial de 2002, mas não teria concordado em entregar a administração à ação de quadrilhas e àqueles que visavam ao enriquecimento pessoal. “Uma coisa era o Celso bancar as despesas do partido, da direção do partido e do próprio presidente. Outra era envolver a prefeitura em casos que beiravam a ação de gângster”, teria afirmado o deputado, conforme a versão de Valério. Seguindo a orientação recebida de Gilberto Carvalho, Valério procurou Silvio Pereira (secre­tário-­geral do PT) e perguntou se o assunto era mesmo grave e se realmente envolvia Lula, Zé Dirceu e Gilberto. Resposta: “Ele falou assim: ‘Esse assunto é mais sério do que você imagina’.”. Pereira pediu então a Valério que se encontrasse com o chantagista.

O SEGREDO – Ronan Pinto: pedido de dinheiro em troca do seu silêncio

O SEGREDO – Ronan Pinto: pedido de dinheiro em troca do seu silêncio (Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/.)

A reunião, segundo Valério, ocorreu num hotel em São Paulo. “Eu já avisei a quem eu devia avisar, Marcos, eu não vou pagar o preço sozinho”, teria sido a ameaça de Ronan. O então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, preso no mensalão e no petrolão, também estava no encontro. “Se não resolver o assunto, eu já senti, esse homem vai explodir de vez, vai explodir o presidente, o Gilberto e o José Dirceu”, disse Valério a Delúbio depois da reunião. O empresário e o tesoureiro discutiram a melhor forma de arrumar o dinheiro para pagar a chantagem. Deu-­se, então, o encontro do mensalão com o petrolão. O petista Ivan Guimarães, que à época era presidente do Banco Popular do Brasil, lembrou os colegas de partido de que fundos de pensão mantinham aplicações milionárias no Banco Schahin. Era a hora de pedir uma retribuição. O banco aceitou fazer um “empréstimo” de 12 milhões de reais em troca de um contrato de operação com a Petrobras, no valor de 1,6 bilhão de reais. O promotor Roberto Wider quis saber de Valério se ele conversou com Lula sobre esse episódio. O empresário disse que sim. “Eu virei para o presidente e falei assim: ‘Resolvi, presidente’. Ele falou assim: ‘Ótimo, graças a Deus’.”. Mas não foi apenas isso. Valério contou ao promotor que Ronan Maria Pinto, quando exigiu dinheiro para ficar calado, declarou que não ia “pagar o pato” sozinho e que iria citar o presidente Lula como “mandante da morte” do prefeito de Santo André. Nas palavras de Valério, Ronan ia “apontá-lo como cabeça da morte de Celso Daniel”.

MEDO – Carvalho: aviso a Valério sobre a “bomba” que estava prestes a explodir

MEDO – Carvalho: aviso a Valério sobre a “bomba” que estava prestes a explodir (Pedro Ladeira/Folhapress)

Na história recente da política brasileira, ninguém exerceu o papel de operador com tamanho protagonismo como o empresário Marcos Valério. Dono de agências de publicidade, Valério começou a atuar em esquemas de desvio de recursos públicos no governo de Eduardo Azeredo (PSDB), em Minas Gerais. Petistas mineiros conheciam muito bem os bons serviços prestados por ele aos rivais tucanos. Por isso, tão logo Lula assumiu a Presidência da República, abriram-se as portas do governo federal ao empresário. Rapidamente, Valério se tornou o homem do dinheiro sujo do PT e, nessa condição, cumpriu de missões prosaicas a estratégicas. Ele conta que se reunia com o então presidente ao menos uma vez por mês. Palpitava até sobre a indicação de ministros. A compra de apoio parlamentar era realizada às sombras, numa engenhosa operação financeira que envolvia bancos, dirigentes de partidos e dezenas de políticos — tudo na surdina. O empresário só assumiu o centro do tablado depois de VEJA revelar, em 2005, que o PTB operava um esquema de cobrança de propina nos Correios. Sentindo-se pressionado, Roberto Jefferson, o mandachuva do partido, reagiu delatando o mensalão e apresentando ao país o “carequinha” que operava os cofres clandestinos do PT. O resto da história é conhecido. O STF reconheceu a existência do esquema de suborno ao Congresso, considerou-o uma tentativa do PT de se perpetuar no poder e condenou os mensaleiros à cadeia. Lula, apesar de ser o beneficiado principal do esquema, nem sequer foi processado.

A SOLUÇÃO – Dirceu: autorização para negociação com o chantagista

A SOLUÇÃO – Dirceu: autorização para negociação com o chantagista (Mateus Bonomi/Agif/AFP)

Por causa disso, Valério sempre pairou como um fantasma sobre o PT e seus dirigentes. No auge das investigações sobre o mensalão, ele próprio tentou chantagear o partido dizendo que se não recebesse uma bolada implicaria o então presidente da República no caso. Anos mais tarde, uma reportagem de VEJA revelou que a chantagem surtiu efeito, e o dinheiro foi depositado numa conta dele no exterior por um empreiteiro amigo. Durante a CPI dos Correios, Valério de fato poupou Lula. Ele só testemunhou contra o ex-presidente quando já estava condenado pelo Supremo. No depoimento ao MP, Valério disse que não aceitou pagar ao chantagista Ronan Maria Pinto do próprio bolso, como queriam os petistas, mas admitiu ter participado do desenho da transação realizada para levantar os recursos. De onde eles vieram? Do petrolão, o sucessor do mensalão.

ACUSAÇÃO – João Paulo: afirmação de que Ronan estava envolvido com a morte do prefeito

ACUSAÇÃO – João Paulo: afirmação de que Ronan estava envolvido com a morte do prefeito (Aloisio Mauricio/Fotoarena)

es da Operação Lava-Jato já confirmaram metade da história narrada por Marcos Valério. Para quitar a extorsão, o Banco Schahin “emprestou” o dinheiro para o empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula, que pagou ao chantagista. O banco já admitiu à Justiça a triangulação com o PT. Ronan Maria Pinto já foi condenado pelo juiz Sergio Moro por crime de corrupção e está preso. Valério revelou mais um dado intrigante. Segundo ele, dos 12 milhões de reais “emprestados” pelo banco, 6 milhões foram para Ronan e a outra parte foi entregue ao petista Jacó Bittar, amigo de Lula e ex-conselheiro da Petrobras. Jacó também é pai de Fernando Bittar, que consta como um dos donos do famoso sítio de Atibaia, que Lula frequentava quando deixou a Presidência. As empreiteiras envolvidas no petrolão realizaram obras no sítio à pedido do ex-presidente, o que lhe rendeu uma condenação de doze anos e onze meses de prisão. No interrogatório, o promotor encarregado do caso perguntou a Marcos Valério se havia alguma relação entre o dinheiro transferido a Bittar e a compra do sítio. Valério respondeu simplesmente que “tudo se relaciona”. O promotor também perguntou sobre as relações financeiras do empresário com o governo e com o ex-presidente Lula:

“— O caixa que o senhor administrava era dinheiro de corrupção?”
“— Caixa dois e dinheiros paralelos de corrupção, propina e tudo.”
“— Do Governo Federal?”
“— Sim, do Governo Federal.”
“— Na Presidência de Lula?”
“— Na Presidência do presidente Lula.”
“— Pagamentos para quem?”
“— Para deputados, para ministros, despesas pessoais do presidente, todo tipo de despesa do Partido dos Trabalhadores”.

 PERIGO – Pereira: confidência de que o problema era ainda mais grave que a tentativa de extorsão contra o ex-presidente

PERIGO – Pereira: confidência de que o problema era ainda mais grave que a tentativa de extorsão contra o ex-presidente (Domenico Pugliese/.)


Condenado a mais de cinquenta anos de cadeia, Valério começou a cumprir pena em regime fechado em 2013. Em setembro passado, progrediu para o regime semiaberto, o que lhe dá o direito de sair da cadeia durante o dia para trabalhar. O cumprimento de suas penas nunca ocorreu sem sobressaltos. Ele já foi torturado num presídio e teve os dentes quebrados. Em 2008, quando esteve preso em decorrência de um processo aberto para investigar compra de prestígio, Valério foi surrado por colegas de cela que, segundo ele, estariam a serviço de petistas. Essa crença se sustenta numa conversa que o empresário teve, anos antes, com Paulo Okamotto, amigo e braço-direito de Lula. “Marcos, uma turma do partido acha que nós devíamos fazer com você o que foi feito com o prefeito Celso Daniel. Mas eu não, eu acho que nós devemos manter esse diálogo com você. Então, tenha juízo”, teria lhe dito Okamotto. “Eu não sou o Celso Daniel não. Eu fiz vários DVDs, Paulo, e, se me acontecer qualquer coisa, esses DVDs vão para a imprensa”, rebateu o empresário, segundo seu próprio relato.

 AVISO – Okamotto: ele disse que Valério poderia ter o mesmo fim de Celso Daniel

AVISO – Okamotto: ele disse que Valério poderia ter o mesmo fim de Celso Daniel (J. Duran Machfee/Futura Press)


Até hoje, o assassinato de Celso Daniel é alvo de múltiplas teorias. A polícia concluiu que o crime foi comum. Já o Ministério Público sempre suspeitou de motivação política, principalmente diante das evidências de que havia um esquema de cobrança de propina de empresas de transporte público em Santo André, que teria irrigado o caixa do PT. Se Valério estiver dizendo a verdade — e é isso que as novas investigações se propõem a descobrir —, a morte do prefeito teria o objetivo de esconder que a prefeitura de Santo André funcionava como uma gazua do PT para financiar não só as campanhas políticas mas a boa vida de seus dirigentes, incluindo Lula. A morte de Celso Daniel, portanto, poderia ter sido realmente uma queima de arquivo. Irmãos do prefeito assassinado concordam com essa tese e sempre defenderam a ideia de que a possível participação de petistas no crime deveria ser apurada. O novo depoimento, embora não traga uma prova concreta, colocou mais fogo numa velha história.

Por VEJA de outubro de 2019, edição nº 2658


Jota Jota Nascimento7 de outubro de 2019
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2min00

Desde do último sábado (5), quando entrou em vigor a Lei nº 13.855, o transporte “pirata” de passageiros, incluindo de estudantes, passa a ser considerado infração gravíssima ao Código de Trânsito Brasileiro.

Publicada no Diário Oficial da União de 8 de julho, a Lei nº 13.855 alterou o Código, tornando mais rigorosas as penalidades aplicadas aos motoristas flagrados transportando passageiros mediante remuneração, sem terem a autorização para fazê-lo.

Ao ser classificado como infração gravíssima, o transporte irregular de estudantes passa a ser punido com multa de R$ 293,47 multiplicado pelo fator 5, totalizando R$ 1.467,35, e mais a remoção do veículo a um depósito.

Já o transporte remunerado de pessoas ou bens, quando não licenciado, passa de infração média a gravíssima, punida com multa e remoção do veículo. O motorista só não será punido em “casos de força maior ou com permissão da autoridade competente”.

Nos dois casos, os motoristas ainda perdem 7 pontos na carteira de habilitação, conforme estabelece o Artigo 259 do Código de Trânsito Brasileiro.

Por MTNotícias
Fotos: Agência Brasil


Jota Jota Nascimento11 de setembro de 2019
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O presidente Jair Bolsonaro passou, nas últimas horas, a ser alimentado de forma endovenosa (pela veia), segundo o boletim médico divulgado hoje (11) pelo pelo Hospital Vila Nova Star. Desde a segunda-feira (9), os médicos tinham introduzido uma dieta líquida para o presidente. No entanto, diante da evolução do quadro, Bolsonaro só voltará a ingerir alimentos oralmente após novas avaliações médicas.

De acordo com o comunicado divulgado nesta manhã, o presidente apresentou nas últimas 12 horas uma “lentificação dos movimentos intestinais e distensão abdominal”, que levaram não só a suspensão da alimentação oral como a “passagem de sonda nasogástrica”. Ele segue sem dores ou febre.

Essa é a quarta cirurgia a qual Bolsonaro é submetido desde que foi esfaqueado em um ato de campanha eleitoral em setembro de 2018. Bolsonaro deu entrada no hospital, localizado na zona sul da capital paulista, na noite do último sábado (7) para ser submetido a uma cirurgia para tratamento de hérnia incisional na região do abdome.

Ontem (10), o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse que está mantida a previsão para que Bolsonaro reassuma o cargo depois do fim do prazo de cinco dias licenciado. O vice-presidente Hamilton Mourão exerce interinamente a Presidência desde o último domingo e deve continuar na função até quinta-feira (12). Foi disponibilizada uma ala do hospital para a equipe da Presidência e para a família de Bolsonaro.]

Direto por Agência Brasil
Fotos: REUTERS/Rahel Patrasso


Jota Jota Nascimento10 de setembro de 2019
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O rapaz de 26 anos que foi amarrado a uma árvore suspeito de furtar uma casa em São Pedro do Turvo no último sábado (7) foi levado por uma moradora até a delegacia.

Um vídeo a que o G1 teve acesso nesta terça-feira (10) mostra uma das vizinhas da casa furtada puxando o suspeito amarrado nos braços pelas ruas da cidade. Nas imagens, a mulher puxa o suspeito pela corda, grita com ele e ainda o empurra.

Mulher leva suspeito de furto amarrado até delegacia de São Pedro do Turvo

O caso foi registrado no plantão policial de Ourinhos. Segundo informações da polícia, o rapaz é suspeito de ter furtado objetos de uma casa que havia pego fogo no dia anterior, na sexta-feira (6).

Direto por G1
Fotos: Reprodução G1


Jota Jota Nascimento4 de setembro de 2019
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2min2700

“A diminuição dos recursos disponíveis para despesas discricionárias (aquelas em que a União tem liberdade para definir a aplicação dos recursos), que chegou ao menor patamar dos últimos 10 anos em 2019, diante do crescimento dos gastos obrigatórios, especialmente com pessoal e Previdência, e o contingenciamento de 25% sobre as demais despesas imposto pela Presidência da República, levou alguns órgão federais a situações de aperto de cintos. Passados dois terços (66,6%) do ano, 131 de 415 órgãos já gastaram mais de 70% do que têm disponível para o ano. Alguns até já estouraram o orçamento, como mostra levantamento feito pela ONG Contas Abertas a pedido da Gazeta do Povo.

O efeito do bloqueio de verbas destinados às instituições federais de ensino superior fica bastante evidente no levantamento. Noventa e cinco dos 131 órgãos com dificuldades financeiras para o restante do ano são universidades, institutos federais ou hospitais universitários. O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, a Fundação Universidade Federal do Tocantins, a Universidade Federal de Lavras, a Universidade Federal do Oeste do Pará e a Fundação Universidade Federal do Amapá, por exemplo, já estão no vermelho, gastando mais do que o orçamento discricionário autorizado.

Direto por Roger Pereira/Gazeta do povo
Fotos: “Edilson Rodrigues/Agência Senado”


Jota Jota Nascimento29 de agosto de 2019
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O Projeto em Frente Brasil, que tem o objetivo de combater a criminalidade violenta nas cidades com maiores índices de homicídios, será lançado hoje (29), às 14h, no Palácio do Planalto, em cerimônia com a presença do presidente da República, Jair Bolsolnaro.

Nesta quinta-feira, o Diário Oficial da União publica portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública que implementa a fase 1 do projeto nos municípios de Ananindeua (PA), Goiânia, Paulista (PE), Cariacica (ES) e São José dos Pinhais (PR).

O documento institui também o Gabinete de Governança das Forças-Tarefas (GGA/FT), com as funções de avaliar, direcionar e monitorar as ações da fase 1, tendo na coordenação o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

O GGA/FT é formado pelo ministro da Justiça; pelo secretário executivo da pasta, secretário nacional de Segurança Pública, secretário de Operações Integradas, diretor-geral da Polícia Federal, diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal e diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional.

Direto da Agência Brasil
Fotos: Reprodução/ AGB